Os Bolsonaros de araque, aqueles usando o nome do mito, em Rondônia, Roraima e Amapá estão se dando mal nas pesquisas eleitorais
Alguns dissabores
Alguns candidatos a cargos proporcionais, inclusive com mandatos estão enfrentando dissabores com a justiça eleitoral que tem negado seus registros para disputar as eleições de outubro. Entre eles, o deputado federal Rafael Fera, com base eleitoral em Ariquemes e Vale do Jamari, e Ezequiel Neiva de Carvalho que representa Cerejeiras e o Cone Sul do estado e que almejava uma cadeira na Câmara dos Deputados. Vários deles se viram como podem: Ezequiel, por exemplo, colocou seu filho Wiveslando Neiva para disputar uma cadeira a Assembleia Legislativa. Fera reage a inelegibilidade recorrendo a instâncias superiores da justiça eleitoral.
As zebras vêm aí
Como já é tradição no cenário eleitoral de Rondônia, nos últimos dias de campanhas surgem as zebras trotando nos pastos rondonienses, desde Extrema, na região Norte do estado até a Serra do Touro, no Colorado do Oeste e Cone Sul rondoniense. A tradição de reviravoltas ocorre geralmente na disputa ao governo de Rondônia e ao Senado, mas surgem muitas surpresas também nas eleições a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados, onde se aposta numa baita renovação dos quadros políticos rondonienses já que os atuais parlamentares só pensam no próprio umbigo e rachar recursos das emendas parlamentares com prefeitos amiguinhos. Vamos as apostas.
Até feitiçaria!
Em eleições em Rondônia, também vale de tudo, desde pesquisas fraudadas até feitiçaria. Numa das primeiras eleições ao governo de Rondônia, um candidato ao então Palácio Presidente Vargas, sede do governo estadual – que não vou citar o nome porque já é falecido – importou bruxos de Codó, a terra das bruxarias lá o Maranhão. O próprio presidente da República da época, Fernando Color de Melo, também angariava videntes maranhenses para suas bruxarias eleitorais. Importante lembrar que a maioria que se utilizou deste meio se deu mal, tanto o candidato a governador de Rondônia, que perdeu a eleição para seu oponente, como Collor de Melo que acabou cassado.
Vítimas de mandingas
Em Porto Velho quando o político está bem na foto, a oposição apela para valer. Logo tratam de fazer mandingas para o prefeito com prestigio, por exemplo. Lembro do falecido Chiquilito Erse, do ex-petista Roberto Sobrinho e de Hildon Chaves que neste momento disputa o governo do estado. No caso de Chaves parece que ele tem o corpo fechado, pois nenhuma feitiçaria pegou. E até ficou mais gordo. Chiquilito ficou doente e não ganhou mais eleição. Roberto Sobrinho foi traído miseravelmente por petistas e depois de uma carreira política auspiciosa não disputou mais eleições.
Com missa negra
Contra Chiquilito ocorreu o pior de todos os sortilégios. Na calada da noite, apareceram nas escadarias do antigo Palácio Tancredo Neves, então sede da prefeitura de Porto Velho na época, cabeça de bode sangrando e outros elementos, como galinhas mortas, velas, cachaça, numa cerimônia de missa negra. Aos governadores bem colocados nas pesquisas na aceitação popular, a oposição ( de todos os lados) criava as piores calúnias. Nem Teixeirão escapou da maledicência, Cassol foi muito alvejado pelos adversários, mas se reelegeu numa boa. Confúcio, que era chegado a uma mandinga, também recebeu fogo cerrado nas campanhas. Tivemos até acusações de assassinatos pelos governadores, que posteriormente seriam inocentados. É coisa de louco!”
Menos formiguinhas
A economia fraquejou tanto em Porto Velho durante o ano, com fechamento de centenas de lojas e mercados, que os políticos contrataram menos formiguinhas nesta campanha, aquelas operárias que levantam bandeiras e distribuem santinhos nas principais esquinas da capital rondoniense. Percorri os maiores cruzamentos no dia de ontem e verifiquei a redução de formiguinhas nas ruas. Minha desconfiança: Será que os políticos estão guardando dinheiro para comprar votos para o dia da eleição de outubro? Dos políticos pode se esperar tudo, inclusive calote nas coitadas. Não bastava os tamanduás da temporada.
Via Direta
*** O clã Bolsonaro lançou nas eleições 2026 candidatos ao Senado levando o nome da família em vários estados. Alguns familiares como Caros Bolsonaro em Santa Catarina e Michele Bolsonaro em Brasília *** Com a mesma estratégia foram lançados Bolsonaros de araque, aqueles usando o nome do mito, em Rondônia, Roraima e Amapá *** Por enquanto só está se dando bem, liderando as pesquisas Michele Bolsonaro no Distrito Federal *** Em Rondônia a briga pela distribuição de recursos nos partidos ameaça as campanhas majoritárias com candidatos a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados migrando para apoiar outras candidaturas ao governo estadual ***Por discriminação no aporte de recursos dos partidos pode ocorrer debandadas.
Carlos Sperança

