PADRE JÚLIO LANCELLOTTI É ACUSADO DE DESVIAR DINHEIRO DA IGREJA PARA PAGAR PROCESSOS PESSOAIS

Publicado em: 10/05/2026 13:22

Representação enviada à Arquidiocese de São Paulo questiona uso de recursos paroquiais para custear despesas judiciais pessoais

O padre Júlio Lancellotti voltou ao centro de uma polêmica após o vereador Thomaz Henrique (PL), de São José dos Campos, protocolar uma representação na Arquidiocese de São Paulo acusando o religioso de utilizar recursos da Paróquia de São Miguel Arcanjo, na Mooca, para custear despesas judiciais pessoais. Segundo a denúncia, teriam sido pagas duas guias DARE com dinheiro da igreja: uma no valor de R$ 450, em fevereiro de 2025, e outra de R$ 1.200, entre outubro e novembro do mesmo ano.
Os valores estariam relacionados a um processo movido pelo próprio padre contra a vereadora Janaina Ballaris (União Brasil), em uma ação de difamação que acabou rejeitada e atualmente está em fase de recurso. A denúncia afirma que recursos provenientes das contribuições dos fiéis teriam sido utilizados para fins particulares, o que, caso confirmado, poderia configurar irregularidade administrativa e eclesiástica.
Especialistas em direito canônico e administração paroquial afirmam que verbas da igreja devem ser destinadas exclusivamente às atividades religiosas, pastorais e assistenciais da comunidade, não podendo ser usadas para despesas pessoais de integrantes do clero. A Arquidiocese de São Paulo confirmou o recebimento da representação e informou que o caso será analisado internamente.
Padre Júlio Lancellotti é conhecido nacionalmente por sua atuação junto à Pastoral do Povo de Rua e por seu posicionamento em pautas sociais e políticas. Ao longo dos anos, tornou-se figura frequente em debates públicos envolvendo assistência social, população em situação de rua e questões urbanas, acumulando tanto apoio quanto críticas de diferentes setores da sociedade e da Igreja Católica.
Até o momento, o padre Júlio Lancellotti não se pronunciou publicamente sobre as acusações envolvendo o suposto uso de recursos da paróquia para despesas judiciais.
Foto: Divulgação

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