“Pelo fim do assédio contra as mulheres, vamos de Lula mais uma vez”diz petista após mais de 20 anos do PT na presidência
Uma militante petista chamou atenção nas redes sociais ao defender mais um mandato de Luiz Inácio Lula da Silva sob o argumento de que sua escolha seria também uma forma de combater o assédio contra as mulheres. “Pelo fim do assédio contra as mulheres, vamos de Lula mais uma vez”, declarou.
A manifestação provocou críticas de internautas, que questionaram a tentativa de vincular a solução de um problema social complexo à permanência de um determinado grupo político no poder. O PT chegou à Presidência pela primeira vez em 2003 e comandou o Executivo federal durante os dois mandatos de Lula e os governos de Dilma Rousseff. Lula retornou ao Planalto em 2023.
Apesar desse longo período de governos petistas, o assédio contra mulheres continua sendo um problema grave no país. A pesquisa Visível e Invisível, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, estimou que 29 milhões de brasileiras sofreram alguma forma de assédio em 2025, demonstrando que o problema permanece longe de ser solucionado.
Nas redes sociais, críticos passaram a questionar por que a responsabilidade pelo problema seria atribuída principalmente a adversários políticos, enquanto governos que estiveram por vários anos no comando do país também são cobrados por políticas públicas de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização dos agressores.
É importante destacar, porém, que assédio e violência contra a mulher não podem ser atribuídos exclusivamente a um presidente ou partido. Trata-se de um problema social que envolve segurança pública, educação, legislação, atuação dos Estados e municípios e mudanças culturais. O desempenho de governos pode ser cobrado pelas políticas adotadas e por seus resultados, mas a permanência do problema, isoladamente, não comprova responsabilidade direta de uma única administração
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