“Pelo fim do assédio contra as mulheres, vamos de Lula mais uma vez”diz petista após mais de 20 anos do PT na presidência

Publicado em: 07/08/2026 09:55
Uma militante petista chamou atenção nas redes sociais ao defender mais um mandato de Luiz Inácio Lula da Silva sob o argumento de que sua escolha seria também uma forma de combater o assédio contra as mulheres. “Pelo fim do assédio contra as mulheres, vamos de Lula mais uma vez”, declarou.
A manifestação provocou críticas de internautas, que questionaram a tentativa de vincular a solução de um problema social complexo à permanência de um determinado grupo político no poder. O PT chegou à Presidência pela primeira vez em 2003 e comandou o Executivo federal durante os dois mandatos de Lula e os governos de Dilma Rousseff. Lula retornou ao Planalto em 2023.
Apesar desse longo período de governos petistas, o assédio contra mulheres continua sendo um problema grave no país. A pesquisa Visível e Invisível, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, estimou que 29 milhões de brasileiras sofreram alguma forma de assédio em 2025, demonstrando que o problema permanece longe de ser solucionado.
Nas redes sociais, críticos passaram a questionar por que a responsabilidade pelo problema seria atribuída principalmente a adversários políticos, enquanto governos que estiveram por vários anos no comando do país também são cobrados por políticas públicas de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização dos agressores.
É importante destacar, porém, que assédio e violência contra a mulher não podem ser atribuídos exclusivamente a um presidente ou partido. Trata-se de um problema social que envolve segurança pública, educação, legislação, atuação dos Estados e municípios e mudanças culturais. O desempenho de governos pode ser cobrado pelas políticas adotadas e por seus resultados, mas a permanência do problema, isoladamente, não comprova responsabilidade direta de uma única administração
INVESTI BRASIL

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