PL prepara ato político e pode sacramentar Delegado Camargo como vice de Marcos Rogério

Publicado em: 20/06/2026 21:42
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A mobilização está marcada para acontecer na ‘Villa Privilege’, casa de eventos localizada na zona Leste da capital, e deve reunir filiados, apoiadores e pré-candidatos…

 

Foto – Rondonoticias

PORTO VELHO-RO – O Partido Liberal realizará na segunda-feira (22), em Porto Velho, um dos mais importantes eventos políticos de sua pré-campanha para as eleições de 2026. O encontro servirá para consolidar, perante a militância e lideranças da legenda, o nome do senador Marcos Rogério como principal aposta da sigla na disputa pelo Governo de Rondônia.

A mobilização está marcada para acontecer na ‘Villa Privilege’, casa de eventos localizada na zona Leste da capital, e deve reunir filiados, apoiadores e pré-candidatos do partido em um ambiente de demonstração de força política.

Além de Marcos Rogério, o evento contará com a participação dos pré-candidatos ao Senado Federal Fernando Máximo e Bruno Scheid, nomes que vêm sendo apresentados pelo partido como alternativas para a composição da chapa majoritária.

 

Nos bastidores, porém, a expectativa gira em torno de outro anúncio considerado estratégico para a sucessão estadual. Lideranças ligadas ao PL trabalham com a possibilidade de que o encontro seja utilizado para oficializar o nome do deputado estadual Delegado Camargo como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Marcos Rogério.

A eventual escolha teria forte significado político. Filiado ao Podemos, partido comandado em Rondônia pelo prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, Camargo representaria uma ponte entre os dois grupos políticos e poderia sinalizar um alinhamento mais robusto entre a administração da capital e o projeto eleitoral liderado pelo senador.

O PL avalia que o apoio de Léo Moraes é um dos movimentos mais relevantes da corrida eleitoral. Comando da maior cidade do Estado e detentor de forte capital político após a vitória em Porto Velho, o prefeito é visto como peça capaz de influenciar diretamente o cenário da disputa estadual.

 

Outro ponto cercado de expectativa é a possível presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Embora sua participação ainda não tenha sido confirmada oficialmente, ela mantém forte relação com a militância conservadora de Rondônia e foi uma das responsáveis por impulsionar a pré-candidatura de Bruno Scheid ao Senado.

Um fato, no entanto, vem sendo avaliado com bastante critério pelo entorno de Marco Rogério, o perfil ‘pavio curto’ de Camargo. Ele é tido como um homem ‘esquentado’ e que, qualquer discussão nos bastidores que o contrarie, pode virar incêndio perigoso. Daí, os mentores da pretensão de Rogério tem contado até três, antes de aceitar a indicação goela abaixo.

Não obstante, se confirmada a indicação de Delegado Camargo para a vice-governadoria, o encontro desta segunda-feira poderá marcar não apenas a apresentação formal de Marcos Rogério como pré-candidato ao Palácio Rio Madeira, mas também o primeiro grande gesto de composição política da chapa que pretende disputar o comando de Rondônia em 2026.

Equipe de Rogério tenta reconstruir imagem e reduzir força de adversários

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A disputa segue aberta, mas os movimentos observados até agora indicam que a batalha pelo CPA será definida não apenas pela capacidade de conquistar novos eleitores…

 

PORTO VELHO – RO – A pré-campanha ao Governo de Rondônia tem revelado uma movimentação intensa nos bastidores dos principais grupos políticos. Entre os desafios enfrentados pelo senador Marcos Rogério (PL), um dos mais evidentes é a tentativa de desconstruir a imagem de político distante e excessivamente rígido que ficou associada ao seu nome durante disputas eleitorais anteriores.

 

Integrantes da pré-campanha avaliam que uma parcela do eleitorado ainda guarda a percepção de que o senador possui um perfil excessivamente duro, soberbo e pouco acessível. Por essa razão, a estratégia adotada nos últimos meses tem sido a de ampliar sua presença em eventos populares, aproximá-lo das lideranças municipais e reforçar uma imagem mais leve e receptiva junto ao eleitorado.

A preocupação tem explicação eleitoral. Embora apareça entre os nomes mais competitivos da corrida sucessória, Marcos Rogério enfrenta dificuldades em regiões consideradas decisivas para a definição do pleito.

 

A principal delas é Porto Velho. Na capital, o ex-prefeito Hildon Chaves (União Brasil) parte com vantagem natural por ter administrado o município durante oito anos e manter uma rede política consolidada e Rogério pouco dava ‘as caras na cidade, concentrando suas emendas e atuação parlamentar em Ji-Paraná e região. O objetivo do grupo de Rogério, segundo consta, não seria necessariamente vencer a disputa na cidade, mas reduzir significativamente a diferença que Hildon pode construir no maior colégio eleitoral do estado.

Nesse contexto, um eventual apoio do prefeito Léo Moraes (Podemos) é visto como peça importante na estratégia. Embora ainda não exista definição pública sobre o posicionamento do chefe do Executivo municipal, aliados do senador avaliam que uma aproximação pode ajudar a diminuir a vantagem do ex-prefeito e equilibrar a disputa na capital.

O cálculo é simples. Porto Velho concentra mais de um quarto do eleitorado de Rondônia e uma derrota por margem elevada pode comprometer o desempenho estadual de qualquer candidato.

Outro desafio está localizado na Região do Café e na Zona da Mata, áreas onde o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), vem consolidando influência política. Nessas localidades, Fúria possui forte identificação com prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias, além de colher os resultados da projeção conquistada durante sua gestão municipal.

Nos bastidores, lideranças políticas reconhecem que o prefeito larga em vantagem em boa parte dos pequenos municípios do interior. Parte dessa força é atribuída à boa relação mantida com a estrutura governamental estadual e à influência política exercida pelo governador Marcos Rocha, que segue, mesmo experimentando desgaste de fim de governo, sendo uma das principais lideranças do estado.

O cenário faz com que a estratégia de Marcos Rogério esteja concentrada em duas frentes simultâneas: reduzir resistências pessoais construídas ao longo dos últimos anos e diminuir as vantagens eleitorais que seus principais adversários possuem em seus respectivos redutos.

Enquanto Hildon busca transformar Porto Velho em sua principal fortaleza eleitoral e Adailton Fúria trabalha para ampliar a liderança no interior, Marcos Rogério aposta na capilaridade do PL e na sua visibilidade nacional e estadual, para manter a competitividade.

A pouco mais de um ano da eleição, a disputa segue aberta, mas os movimentos observados até agora indicam que a batalha pelo Palácio Rio Madeira será definida não apenas pela capacidade de conquistar novos eleitores, mas também pela habilidade de reduzir a força dos adversários em seus territórios mais favoráveis e levar vantagem com isso.

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