Policial militar é preso na BR-364 em flagrante pela PRF transportando anabolizantes e produtos sem documentação

Publicado em: 07/11/2026 11:25
Agente voltava de viagem ao Paraguai quando foi abordado no km 387 da BR-364; ele assumiu a propriedade do material, que incluía medicamentos controlados, perfumes e eletrônicos

Um policial militar foi preso em flagrante pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na altura do km 387 da BR-364, no trecho urbano de Cuiabá. A prisão ocorreu durante uma fiscalização de rotina no momento em que o agente retornava de uma viagem ao Paraguai transportando anabolizantes, medicamentos de uso controlado e produtos importados sem documentação fiscal.

O militar viajava em um veículo acompanhado por outros dois passageiros. Durante a abordagem ao automóvel, os agentes federais inspecionaram o compartimento de bagagens e localizaram uma expressiva quantidade de frascos de anabolizantes, substâncias injetáveis, emagrecedores, ansiolíticos e estimulantes sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Além dos fármacos, a equipe da PRF apreendeu perfumes importados, cosméticos, suplementos alimentares, bebidas alcoólicas e equipamentos eletrônicos.

Questionado no local da abordagem, o policial assumiu voluntariamente a propriedade e a responsabilidade exclusiva pelo transporte de todo o material ilícito.

O policial e os dois acompanhantes foram conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Cuiabá. A autoridade policial federal lavrou o auto de prisão em flagrante pelos crimes de contrabando e descaminho. O veículo e os produtos foram apreendidos para perícia e incorporação ao inquérito.

A apreensão insere-se na rotina de reforço do patrulhamento ostensivo mantido pela PRF nas rodovias BR-364 e BR-070. As ações de fiscalização têm como alvo as rotas frequentes de entrada de insumos farmacológicos e eletrônicos de alto valor procedentes das fronteiras com o Paraguai e a Bolívia.

Em nota oficial, a Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (PMMT) informou que a Corregedoria-Geral da corporação instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta funcionaldo servidor.

O agente permanece sob custódia e à disposição da Justiça para a realização da audiência de custódia, enquanto as investigações criminais seguem com a Polícia Federal.

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