Policial Penal morto em confronto BPTAR, respondia por homicídio de um PM e vários outros delitos

Publicado em: 11/03/2026 16:10

Novas informações confirmadas nesta quarta-feira (11) revelam que o policial penal Fabrício Borges Mendes, que teve desfecho fatal após confronto com uma equipe do Batalhão de Policiamento Tático de Ação e Reação ao Crime Organizado (BPTAR) em Machadinho d’Oeste (RO), havia sido condenado horas antes pelo Tribunal do Júri de Porto Velho.

De acordo com informações divulgadas por autoridades e reportagens publicadas na capital, Fabrício foi condenado a 18 anos de prisão em regime fechado pelo homicídio do policial militar Francisco Garcia Galvão, crime ocorrido em 22 de agosto de 2013, no Beco da Rua Salgado Filho, bairro Mato Grosso, em Porto Velho.

Mandado de prisão seria cumprido

Após a sentença, a Justiça expediu mandado de prisão contra o condenado. Equipes do BPTAR se deslocaram até Machadinho d’Oeste para cumprir a ordem judicial.

Durante a ação policial, ocorreu um confronto armado. Fabrício acabou atingido durante a troca de tiros.

Logo depois, equipes realizaram o socorro imediato e o encaminharam ao Hospital Municipal de Machadinho d’Oeste (RO). Apesar do atendimento médico, ele não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado na unidade de saúde.

A ocorrência mobilizou diversas equipes policiais e gerou movimentação na região central da cidade.

Julgamento ocorreu no mesmo dia

Horas antes da ocorrência em Machadinho, o Tribunal do Júri da Comarca de Porto Velho (RO) havia concluído o julgamento do caso ocorrido em 2013.

Durante o julgamento, os jurados analisaram as provas apresentadas pela acusação e pela defesa. Em seguida, decidiram pela condenação por homicídio qualificado.

Conforme consta na decisão judicial, a qualificadora considerou as circunstâncias do crime e as condições em que o policial militar foi atingido.

Além da pena de prisão, a sentença também determinou a perda do cargo público de policial penal ocupado por Fabrício Borges Mendes.

Caso teve grande repercussão na época

O homicídio do policial militar Francisco Garcia Galvão ocorreu na noite de 22 de agosto de 2013, em Porto Velho.

Na ocasião, conforme informações divulgadas pela imprensa naquele período, o militar chegou a ser socorrido ao hospital, porém não resistiu aos ferimentos após dar entrada na unidade de saúde.

O caso foi investigado pela Delegacia de Homicídios da capital, que conduziu o inquérito que resultou posteriormente no julgamento pelo Tribunal do Júri.

Nota de pesar

Após a morte do servidor, a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) divulgou nota de pesar lamentando o falecimento do policial penal e prestando solidariedade aos familiares.

As circunstâncias do confronto registrado em Machadinho d’Oeste ainda deverão ser analisadas pelas autoridades competentes.

Machadinho do Oeste – Homem com várias passagens pela justiça atenta contra policiais militares que revidam injusta agressão

A Polícia Militar de Rondônia informou, que na tarde do dia 10 de março de 2026, policiais militares em cumpimento a Mandado de Prisão expedido pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Porto Velho, em desfavor de Fabrício Borges Mendes, 43 anos, condenado a 18 anos de reclusão em regime fechado pelo homicídio de um Policial Militar crime praticado em 2013, nesta Capital,foram reebidos a tiros pelo acusado. O elemento foi localizado no município de Machadinho do Oeste, em Rondônia.

Carregadores encontrados com o momento da abordagem, o indivíduo, que possui um perfil de alta periculosidade, marcado por violência letal, violência doméstica e insubordinação a ordens judiciais, reagiu com violência armada contra os policiais militares, atentando diretamente contra a vida dos agentes do Estado. Diante da ameaça concreta e iminente, os policiais agiram em legítima defesa, com uso proporcional e necessário da força, em estrito cumprimento do dever legal. A ação resultou no óbito de Fabrício Borges Mendes.

A Corporação manifestou o respeito e solidariedade à família e aos colegas da Polícia Penal, instituição co-irmã com quem compartilha o mesmo compromisso com a segurança pública. Os fatos decorrem exclusivamente da conduta individual do condenado e em nada refletem sobre o trabalho honroso dos demais servidores da Polícia Penal.

Reafirmamos nosso compromisso com a legalidade, a transparência, os direitos humanos e a segurança pública, atuando sempre em defesa da sociedade e no cumprimento das determinações do Poder Judiciário, com responsabilidade, ética e profissionalismo.

Homicídio

  • Em 23 de agosto de 2013, em Porto Velho, Fabrício Borges Mendes, em conjunto com seu irmão (também agente penitenciário), assassinou o PM Francisco Garcia Galvão. O crime foi motivado por disputas relacionadas a serviços de segurança privada (“bico”). Ele responde a Violência Doméstica e Familiar.

  • O infrator era alvo de recorrentes denúncias registradas por sua companheira. O histórico inclui: 30/08/2025: Registro de lesão corporal, ameaça e injúria. Fabrício teria invadido a residência sob efeito de álcool, agredido a vítima com um tapa no rosto e enforcamento, além de proferir ameaças de morte. 21/02/2026: Registro de descumprimento de medida protetiva e nova agressão física, resultando em dois dentes quebrados e escoriações no pescoço da vítima.Existia em desfavor do infrator a Medida Protetiva de Urgência expedida em 08/09/2025 pelo Tribunal de Justiça de Rondônia.

  • O agente possuía histórico de comportamentos possessivos, controle excessivo, perseguição e proibição de contatos sociais da vítima.

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