Por que a ciência ainda não consegue prever terremotos, vulcões e tornados

Publicado em: 24/08/2026 10:46
Equipes trabalham entre escombros após terremoto na Colômbia
Imagem ilustrativa

Terremotos, erupções vulcânicas e tornados continuam entre os fenômenos naturais mais difíceis de antecipar. A ciência conhece os mecanismos que provocam esses eventos, mas enfrenta limites para identificar sinais capazes de indicar com precisão quando, onde e com qual intensidade eles ocorrerão.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos afirma que nenhum cientista previu um grande terremoto e não espera dominar essa capacidade em um futuro próximo. Sismômetros, GPS e medições da superfície fornecem apenas indícios indiretos do que ocorre a quilômetros de profundidade, onde placas tectônicas acumulam tensão e podem se romper sem um padrão prévio consistente. Após o início de um grande sismo, sensores conseguem emitir alertas segundos ou minutos antes das ondas mais destrutivas chegarem.

Nos vulcões, tremores, deformações do solo e mudanças na emissão de gases podem apontar instabilidade, mas também geram alarmes falsos. Já os tornados dependem de combinações muito específicas de vento, umidade, temperatura e relevo em áreas pequenas e por períodos curtos. O Brasil registrou mais de 40 tornados neste ano, sem alertas antecipados, enquanto ciclones extratropicais, de maior escala, podem ser previstos com cinco a sete dias de antecedência.

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