Pré – candidata a presidente diz que se for eleita vai acabar com a Polícia Militar
A pré-candidata à presidência Samara Martins, do partido Unidade Popular (UP), apresentou suas diretrizes para as eleições de 2026 com propostas que prometem uma ruptura total com o modelo atual. O ponto central de seu plano de segurança é a chamada “desmilitarização”, que na prática significa a extinção da Polícia Militar para a criação de uma polícia civil unificada. Segundo a candidata, a doutrina de “combate ao inimigo” deve ser substituída por uma lógica focada exclusivamente em direitos humanos. Para o cidadão que convive com a criminalidade violenta, resta a dúvida sobre como uma força desmilitarizada enfrentará organizações criminosas fortemente armadas.
A agenda da candidata, de orientação socialista, também prevê mudanças drásticas na administração pública e na economia. Martins propõe que todos os políticos e seus familiares sejam obrigados a utilizar apenas o sistema público de saúde (SUS) e escolas públicas, uma medida que, embora popular no discurso, ignora as liberdades individuais de escolha. No campo econômico, o plano inclui a redução da jornada de trabalho para 6 horas diárias sem redução salarial, além da nacionalização de todos os bancos e terras do país.
Para sustentar essas reformas, a pré-candidata promete elevar o salário mínimo para o valor sugerido pelo DIEESE, que atualmente ultrapassa os 6 mil reais. Tais propostas, que concentram um poder sem precedentes nas mãos do Estado, sugerem um modelo de governo onde o controle governamental sobre a propriedade e a segurança pessoal seria absoluto. No fim, o projeto parece focar mais em desarmar as instituições de proteção do que em oferecer soluções práticas para a segurança da população.
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