Preço das terras rurais dispara e hectare chega a R$ 250 mil em regiões do país

Publicado em: 11/02/2026 23:38

Estudo do Incra aponta valorização de 28% em dois anos, com Sul e Sudeste liderando os maiores preços por hectare

O mercado de terras rurais no Brasil registrou forte valorização entre 2022 e 2024, com preços variando de R$ 50 mil a mais de R$ 250 mil por hectare, a depender da localização e do potencial produtivo da área. Os dados são do Atlas do Mercado de Terras 2025, elaborado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

 

Segundo o levantamento, o valor médio do hectare no país alcançou R$ 22.951,94 em 2024, representando alta de 28,36% em relação ao estudo anterior, divulgado em 2022. As áreas destinadas à pecuária foram as que mais se valorizaram no período, com crescimento de 31,24%, enquanto as voltadas à agricultura tiveram aumento de 12%.

 

O Atlas reúne informações de 245 Mercados Regionais de Terras (MRTs) e apresenta valores mínimos, médios e máximos por hectare, considerando tanto o Valor da Terra Nua (VTN), que exclui benfeitorias, quanto o Valor Total do Imóvel (VTI), que inclui infraestrutura, construções e melhorias produtivas.

 

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ONDE A TERRA VALE MAIS

 

A região Sul concentra os maiores preços médios do país. No Paraná, em Santa Catarina e em áreas do Rio Grande do Sul, o valor do hectare pode chegar a R$ 112.040. A combinação de alta produtividade, infraestrutura consolidada e forte integração com mercados consumidores explica os patamares elevados.

 

No Sudeste, especialmente em São Paulo e Minas Gerais, o preço médio atinge cerca de R$ 100.820 por hectare. A proximidade com polos industriais e logísticos, a qualidade dos solos e a pressão da expansão urbana sobretudo em áreas periurbanas impulsionam a valorização.

 

O Centro-Oeste mantém trajetória de crescimento consistente, com destaque para Mato Grosso e Goiás. Embora os valores médios ainda sejam inferiores aos do Sul e Sudeste, regiões consolidadas do agronegócio, como Sorriso, Primavera do Leste e Rondonópolis (MT), já apresentam preços próximos aos das áreas mais caras do país.

 

FRONTEIRAS AGRÍCOLAS E TENDÊNCIA DE ALTA

 

O estudo também destaca a expansão das chamadas fronteiras agrícolas, especialmente no Matopiba região que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A mecanização da produção e investimentos em infraestrutura têm elevado os preços, com mercados específicos, como no Tocantins, atingindo valores expressivos.

 

Apesar disso, Norte e Nordeste ainda apresentam médias inferiores à nacional. O Atlas, contudo, aponta tendência de valorização nessas regiões, principalmente onde há avanço produtivo e melhorias logísticas.

 

De acordo com o Incra, áreas com agricultura intensiva, boa logística e forte inserção nos mercados consumidores tendem a concentrar os maiores valores. Já regiões com restrições ambientais, menor dinamismo econômico ou baixa densidade produtiva registram preços significativamente menores.

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