PT recorre à Justiça após decisão favorável a Jojo Todynho em processo
Partido tenta reverter arquivamento da ação e sustenta que declarações da cantora atingem sua reputação
O Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou recurso na Justiça após sofrer derrota em um processo movido contra a cantora e influenciadora Jojo Todynho. A sigla busca reverter a decisão que rejeitou a queixa-crime apresentada contra a artista.
No recurso, classificado como “recurso em sentido estrito”, o partido afirma que, mesmo sem citar diretamente o PT, Jojo teria se referido à legenda ao comentar uma suposta proposta de pagamento para divulgar campanha eleitoral. A declaração foi feita durante participação no podcast Conversa Paralela.
De acordo com o PT, a influenciadora mencionou uma oferta que teria como objetivo apoiar a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O partido argumenta que é o responsável pelas campanhas do petista e que, por isso, não haveria dúvidas sobre quem ela estaria apontando como possível financiador da proposta.
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A legenda também contestou o entendimento do juiz de que a contratação de artistas para campanhas eleitorais é algo comum e não ofensivo. Segundo o PT, a fala de Jojo sugeriria a existência de um acordo clandestino, já que ela afirmou que o primeiro contato teria ocorrido por telefone “para não deixar rastro”.
Para o partido, essa afirmação pode ser interpretada como uma acusação de esquema financeiro oculto para compra de apoio político, o que, segundo a defesa da sigla, prejudicaria sua imagem e credibilidade pública.
ORIGEM DO PROCESSO
A controvérsia começou em 2023, quando Jojo declarou em entrevista que teria recebido uma proposta de R$ 1,5 milhão para apoiar a candidatura de Lula. Segundo ela, o contato inicial teria sido feito por telefone e posteriormente discutido durante um almoço.
O PT negou a existência da proposta e afirmou que as declarações eram falsas e prejudiciais à reputação do partido.
Em 16 de fevereiro, o juiz Fernando Augusto Andrade Conceição, da 14ª Vara Criminal da Barra Funda, do Tribunal de Justiça de São Paulo, rejeitou a queixa-crime apresentada pelo partido. Na decisão, o magistrado avaliou que a fala da influenciadora não indicava claramente o PT como autor da suposta proposta.
O juiz também destacou que a participação de artistas e influenciadores em campanhas eleitorais é prática comum e não configura, por si só, algo desonroso.
Além de negar o pedido do partido, a Justiça determinou que o PT arque com as custas processuais e pague R$ 10 mil em honorários aos advogados de Jojo Todynho.
Com o novo recurso, a sigla tenta reabrir o caso e dar continuidade à ação judicial contra a cantora.




