Quem é a Promotora de Justiça do Acre que já atuou no MPRO e discutiu com uma abordagem do Exército

Publicado em: 10/05/2026 13:34
A promotora de Justiça do Ministério Público do Acre (MP-AC) Patrícia Paula dos Santos, que se alterou e questionou uma abordagem do Exército Brasileiro no Ramal Novo Horizonte, zona rural de Plácido de Castro, interior do Acre, no último dia 30 de abril, classifica a operação como ilegal.
O veículo dela foi parado pelos militares durante a Operação Ágata 2026. Um vídeo gravado no local mostra a promotora discutir com os militares responsáveis pela abordagem.
Segundo ela, a discussão ocorreu devido à indignação com os três bloqueios pelos quais diz ter passado naquela noite. Patrícia integra o quadro do MP desde agosto de 2009 e responde pela 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Saúde. Ela está afastada para tratamento médico.
Nascida em São Paulo, ela atuou como assessora de promotoria no MP de Rondônia por cinco anos antes de se mudar para o Acre.
Promotora questiona legalidade das ações
Após passar pela terceira abordagem pelos militares, a promotora disse que decidiu filmar a ação. Contudo, neste trecho, ela já não foi parada.
Segundo Patrícia, ela e o marido retornavam de Acrelândia para Rio Branco quando passaram de caminhonete pelo local dos bloqueios.
A promotora conta que questionou os agentes sobre as abordagens, e explicaram a ela que a região concentra um grande movimento de pessoas envolvidas com o tráfico de drogas e armas, por isso, haviam três bloqueios por lá.
Ainda segundo a profissional, ela vai questionar oficialmente a operação e as abordagens pelas quais passou, pois não havia guarnição da Polícia Militar junto às equipes do Exército, o que, segundo ela, vai contra a legislação.
“Primeiro, o Exército não pode fazer barreira assim. Não é que eles não tenham o preparo. Pode [fazer a operação] juntamente com a Polícia Militar. Aí eu questionei, tem até um vídeo que eu gravei, questionando o comandante. Eu já perguntei quem era o comandante porque ali eu não pensei só em mim. E se é um cidadão de bem? ‘Ah, porque é a polícia…’. Mas ninguém está acima da lei. E se é um cidadão de bem que se assusta e joga o carro para cima deles? Eles vão metralhar o carro?”, afirma.
Leia mais no SITE.

Compartilhar

Faça um comentário