Quem paga aluguel de quase 10 mil dólares por mês para um policial nos EUA?? 48 mil reais por mês é um absurdo!!

Urgente, investigação!!
Em outubro de 2024, o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, então oficial de ligação da PF nos EUA, chamou amigos para uma “festinha” em casa e mandou o endereço pelo Instagram:
“SLS Lux, 801 S Miami Ave, unit 2301, Miami, Florida.”
O endereço leva a um apartamento de luxo de cerca de 150 m² em um dos condomínios mais caros de Miami. O aluguel era de R$ 48 mil por mês. Só o imposto predial anual passava de R$ 130 mil.
Entre os vizinhos ilustres, a menos de 70 metros de distância, estava o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Enquanto mantinha esse padrão de vida, Marcelo Ivo circulava por festas e ambientes da elite na cidade. Mas isso acabou. Nesta segunda-feira, ele foi expulso do país pelos EUA, após reportagem de A Investigação o identificar como perseguidor de Alexandre Ramagem.
O próprio Departamento de Estado americano o acusa de usar o sistema migratório do país para perseguição política.
Delegado da PF é expulso dos EUA após histórico de polêmicas e caso de homicídio no trânsito
O delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho, envolvido na operação que levou à prisão temporária do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem nos Estados Unidos, foi expulso do território norte-americano. A decisão das autoridades americanas, confirmada pelo Departamento de Estado, representa um duro revés diplomático e expõe mais uma vez o histórico conturbado do agente federal.
Em outubro de 2016, Carvalho dirigia uma Mercedes-Benz pela Rodovia Raposo Tavares, em Sorocaba, interior de São Paulo, quando atropelou e matou o vigilante Francisco Lopes da Silva Neto, de 36 anos. O trabalhador voltava para casa após o turno noturno em uma indústria e pilotava sua moto quando foi atingido na traseira pelo veículo de luxo do delegado.
O impacto foi violento: a motocicleta foi destruída e o vigilante lançado contra a defesa metálica, morrendo no local.
Testes realizados pela Polícia Rodoviária revelaram que Carvalho estava embriagado, com resultado de 0,49 miligramas de álcool por litro de ar expirado no bafômetro, valor acima do limite criminal. Além disso, sua Carteira Nacional de Habilitação encontrava-se vencida havia mais de um ano. Apesar da gravidade dos fatos, o delegado pagou fiança de R$ 2 mil e respondeu ao processo em liberdade. Anos depois, a Justiça de São Paulo o absolveu por falta de provas suficientes.
Em vez de sofrer consequências mais severas na carreira, Carvalho continuou na Polícia Federal, chegando a ocupar cargos de destaque, como chefe da delegacia no Aeroporto Internacional de Guarulhos, e posteriormente foi designado como oficial de ligação da instituição junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) em Miami, nos Estados Unidos.
A recente expulsão dos EUA, no entanto, lança novas sombras sobre sua atuação.
As autoridades americanas acusaram o delegado de tentar manipular o sistema de imigração para fins políticos, contornando procedimentos formais de extradição e estendendo perseguições internas do Brasil para território estrangeiro. O episódio ocorreu poucos dias após a detenção de Ramagem pelo ICE em Orlando, o que gerou forte reação do governo norte-americano.
O caso revive questionamentos sobre a impunidade de agentes públicos que acumulam condutas questionáveis sem prejuízo à carreira. Enquanto o vigilante Francisco Lopes da Silva Neto teve sua vida abruptamente ceifada, deixando família e dependentes, o delegado Marcelo Ivo de Carvalho seguiu em frente, exercendo funções sensíveis de cooperação internacional até ser rejeitado pelos próprios aliados americanos.
A expulsão reforça a imagem de um servidor que, ao longo dos anos, parece ter contado com proteções institucionais em detrimento da accountability esperada de quem ocupa cargos de autoridade.
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