Samuel Costa quer mulheres no comando da segurança para combater feminicídio em Rondônia

Samuel Costa quer mulheres no comando da segurança para combater feminicídio em Rondônia
O pré-candidato ao Governo de Rondônia, Samuel Costa (PSB), apresentou uma das propostas mais contundentes já defendidas no estado para o combate ao feminicídio e à violência doméstica. Em entrevistas, discursos e agendas públicas, o político afirmou que Rondônia “não pode continuar sendo o epicentro da violência contra as mulheres” e defendeu uma reformulação profunda na estrutura da segurança pública estadual.
Assista o vídeo: https://www.instagram.com/reel/DYzWznWOwsE/?igsh=M3RkcnQwYW9wdTJ4
A principal medida anunciada por Samuel Costa é considerada inédita na história de Rondônia: colocar mulheres nos cargos mais importantes da segurança pública. Segundo ele, em um eventual governo, a Secretaria de Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) será comandada por uma mulher, assim como o comando-geral da Polícia Militar e a direção-geral da Polícia Civil.
A proposta surge em meio ao crescimento dos casos de violência doméstica e feminicídio no estado, que frequentemente aparece entre os estados brasileiros com maiores índices proporcionais de assassinatos de mulheres.
“Durante décadas, homens comandaram a segurança pública em Rondônia e, mesmo assim, milhares de mulheres continuaram sofrendo violência dentro de casa, sendo ameaçadas e assassinadas. Está na hora de mudar esse modelo”, declarou Samuel Costa.
O pré-candidato afirma que a mudança não representa disputa entre homens e mulheres, mas sim a necessidade de uma nova visão na condução das políticas de segurança.
“Quem sente na pele o medo, a ameaça e a insegurança entende a urgência de proteger outras mulheres. Precisamos humanizar a segurança pública e garantir acolhimento real às vítimas”, afirmou.
Além da mudança nos comandos, Samuel Costa anunciou uma série de medidas emergenciais para enfrentar o problema no estado. Entre elas está a criação e ampliação de Delegacias da Mulher funcionando 24 horas por dia, principalmente nas regiões mais afetadas pela violência doméstica.
Segundo ele, muitas vítimas deixam de denunciar agressões por não encontrarem atendimento imediato, especialmente durante a madrugada e nos finais de semana.
“Não adianta pedir para a mulher denunciar se o Estado fecha as portas quando ela mais precisa de ajuda. Delegacia da Mulher tem que funcionar 24 horas”, declarou.
O plano também prevê fortalecimento das Patrulhas Maria da Penha, ampliação do atendimento psicológico e jurídico gratuito para vítimas, integração entre polícia e assistência social e endurecimento das ações contra agressores.
Samuel Costa ainda criticou o que chamou de “abandono estrutural” das políticas públicas de proteção às mulheres em Rondônia.
“Não basta fazer campanha publicitária depois que a tragédia acontece. É preciso agir antes. O Estado precisa proteger, acolher e salvar vidas”, disse.
A proposta vem repercutindo nas redes sociais e em setores ligados à defesa dos direitos das mulheres, principalmente pelo caráter simbólico e político da possibilidade de mulheres assumirem o comando das principais forças de segurança do estado.
Nos últimos anos, Rondônia tem enfrentado sucessivos casos de feminicídio, violência doméstica e denúncias sobre falhas na rede de proteção às vítimas, cenário que aumentou a pressão por políticas públicas mais rígidas e eficazes no enfrentamento da violência contra a mulher.
ASCOM
