SEDAM RETIRA RASTREADORES DE 65 VEÍCULOS OFICIAIS EM MEIO AO CLIMA PRÉ-ELEITORAL

Publicado em: 26/05/2026 15:38

VEÍCULOS SEM CONTROLE? RETIRADA DE RASTREADORES DA SEDAM LEVANTA QUESTIONAMENTOS EM RO

O clima de desconfiança tomou conta dos bastidores do governo estadual após a informação de que a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (SEDAM) iniciou a retirada dos rastreadores de aproximadamente 65 caminhonetes utilizadas pela pasta em Porto Velho e no interior do Estado.

A medida, atribuída à gestão do secretário Marco Antonio Ribeiro de Menezes Lagos, chamou atenção principalmente pelo momento em que ocorre: o período pré-eleitoral, quando cresce a fiscalização sobre eventual uso irregular da máquina pública.

Segundo informações apuradas, os rastreadores eram operados pela empresa TSM, que prestaria serviços exclusivamente ao Governo de Rondônia. A retirada dos equipamentos teria surpreendido servidores e pessoas ligadas à estrutura administrativa, já que o monitoramento dos veículos oficiais é considerado uma importante ferramenta de controle, transparência e fiscalização da frota pública.

Os serviços de remoção dos equipamentos teriam sido realizados dentro da própria estrutura da SEDAM, localizada na Estrada do Santo Antônio, em Porto Velho.

A situação levanta questionamentos sobre os motivos da retirada dos dispositivos justamente em um momento sensível do calendário político. O rastreamento de veículos oficiais é utilizado para registrar deslocamentos, rotas, horários e utilização da frota pública, funcionando como mecanismo de controle contra desvios e uso indevido do patrimônio estatal.

Nos bastidores políticos, a medida já desperta pedidos para que o Ministério Público do Estado de Rondônia, Tribunal de Contas e demais órgãos de fiscalização acompanhem o caso para verificar se houve eventual violação aos princípios da administração pública, especialmente diante das restrições impostas pela legislação eleitoral quanto ao uso de veículos oficiais em período pré-campanha.

Caso confirmada alguma irregularidade, o episódio poderá gerar forte repercussão administrativa e política dentro do governo estadual, aumentando ainda mais a pressão por transparência no uso da estrutura pública em ano eleitoral.

Fonte:www.ouropretoonline.com

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