STF forma maioria para manter Bolsonaro preso e nega pedido de prisão domiciliar
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Flávio Dino e Cristiano Zanin acompanharam a avaliação do relator, Alexandre de Moraes, sobre a total adequação da Papudinha às necessidades médicas do ex-presidente
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria para manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes que negou o pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O julgamento ocorre em sessão virtual nesta quinta-feira. Além do relator, os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin acompanharam o voto para manter o ex-chefe do Executivo custodiado na unidade conhecida como Papudinha.
A análise acontece três dias depois de Moraes rejeitar mais um pedido apresentado pela defesa de Bolsonaro. No despacho, o ministro afirmou que a unidade prisional apresenta condições adequadas para atender às necessidades médicas do ex-presidente.
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Segundo Moraes, a estrutura oferece “condições plenamente satisfatórias para o cumprimento da pena”. O magistrado também citou a quantidade de visitas recebidas por Bolsonaro como indicativo de que ele continua mantendo intensa atividade política mesmo preso.
De acordo com a decisão, o ex-presidente recebeu visitas frequentes de deputados, senadores, governadores e outras figuras públicas, o que, na avaliação do ministro, demonstra que Bolsonaro mantém boas condições físicas e mentais.
O documento também aponta que, desde que foi preso, Bolsonaro já recebeu 144 atendimentos médicos, o que representa uma média de três consultas por dia. No mesmo período, ele recebeu 36 visitas, realizou 33 sessões de caminhada e teve 29 encontros com seus advogados.




