SUS passa a oferecer teleatendimento psicológico para mulheres em situação de violência

Publicado em: 05/03/2026 16:18
SUS passa a oferecer teleatendimento psicológico para mulheres em situação de violência
Foto: Divulgação

Serviço começa por Recife e Rio de Janeiro e será ampliado para todo o país até junho

Mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade psicossocial passarão a contar com teleatendimento em saúde mental pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir deste mês. A iniciativa do Ministério da Saúde começa nas cidades de Recife e Rio de Janeiro.

 

De acordo com o cronograma do governo federal, o serviço será ampliado em maio para municípios com mais de 150 mil habitantes e, em junho, deverá alcançar o restante do país.

 

Segundo o ministério, a expectativa é realizar cerca de 4,7 milhões de teleatendimentos psicológicos por ano. O projeto é desenvolvido em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

 

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Para acessar o serviço, as mulheres poderão ser orientadas e encaminhadas por unidades da atenção primária à saúde, como Unidades Básicas de Saúde (UBS) e serviços da rede de proteção.

 

Outra opção será buscar atendimento diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital, que deve disponibilizar um miniaplicativo específico até o fim deste mês.

 

Na plataforma, a usuária realizará um cadastro com informações iniciais sobre sua situação. A partir dessa avaliação, o sistema enviará uma mensagem com a data e o horário do teleatendimento.

 

A primeira consulta servirá para identificar possíveis riscos, mapear a rede de apoio da paciente e avaliar as demandas de atendimento, com encaminhamento para serviços especializados quando necessário.

 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que o modelo segue a mesma lógica de outros serviços de teleatendimento já lançados pela pasta.

 

Segundo ele, o atendimento poderá envolver diferentes profissionais, como psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e, em alguns casos, terapeutas ocupacionais.

 

 

 

A proposta é ampliar o suporte não apenas para mulheres que já sofreram violência, mas também para aquelas que apresentam sinais de risco ou vivem em situações de extrema vulnerabilidade.

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