Tarcísio defende investigação “doa a quem doer” no caso Master

Publicado em: 08/05/2026 16:41
Progressistas, partido de Ciro, faz parte do arco de apoio à reeleição de Tarcísio

Pleno.News

Tarcísio de Freitas e Ciro Nogueira Fotos: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP // Edilson Rodrigues/Agência Senado

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou, nesta sexta-feira (8), que as suspeitas de crimes envolvendo o Banco Master devem ser investigadas “doa a quem doer”, ao comentar o mandado de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF) contra o senador e presidente nacional do Partido Progressistas (PP), Ciro Nogueira (PI).

O PP faz parte do arco de alianças de Tarcísio. Na próxima segunda (11), a sigla realizaria um evento na capital paulista anunciando apoio à reeleição do chefe do Executivo paulista. No entanto, o evento – que contaria com a presença de Ciro Nogueira – foi adiado após a ação da PF.

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– É um escândalo grave; precisa ser apurado, precisa ser investigado, doa a quem doer. Todas as pessoas que têm envolvimento precisam ser investigadas – disse Tarcísio.

O chefe do Executivo paulista salientou que a operação da PF e as possíveis consequências das investigações não devem prejudicar a sua campanha à reeleição. Tarcísio apoia a pré-candidatura de seu ex-secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado.

– Não tem nada a ver com a gente – afirmou.

As declarações foram feitas a jornalistas após inauguração de ampliações no Hospital Geral do município de Itaquaquecetuba, na Região Metropolitana paulista. Também compareceram o vice-governador Felício Ramuth (MDB) e o pré-candidato ao Senado André do Prado (PL), também presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Tarcísio minimizou ainda a importância do cancelamento do evento do PP.

– Importante aqui é a aliança que a gente tem, consolidado que não envolve só o PP, mas envolve Republicanos, o PL, o PSD, o MDB, o PP, o União [Brasil] e o Podemos – afirmou.

O chefe do Executivo paulista disse ainda que o país está diante de um grande escândalo nacional, “de proporções gigantescas”, e que os fatos precisam ser esclarecidos. Ele afirmou esperar que tudo seja apurado e que haja “total esclarecimento do caso” e que os valores desviados sejam devolvidos.

*AE

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