Teste de glicose em escola gera pânico por ter “criança furando criança”

Publicado em: 14/09/2026 19:15

Uma aluna de 13 anos, diabética, levou seu medidor de glicose pra feira de ciências do Colégio Tamandaré, no Recreio dos Bandeirantes, no sábado, e, com a mãe ao lado, testou pelo menos 23 colegas. Só que a lanceta, a agulha que fura o dedo, não era trocada entre todos os testes. A mesma lanceta chegou a ser usada em até 3 pessoas. Agora, mais de 20 crianças estão tomando medicamentos profiláticos pra prevenir possíveis contaminações, relata reportagem do Globo.

“Meu filho a todo minuto me pergunta: mãe, eu vou morrer?”, contou uma das mães.

COMO ACONTECEU
A escola disse que o equipamento deveria apenas ser exibido na feira, sem testes em pessoas. Segundo o vice-diretor Antonio Henrique, os testes começaram perto do fim do evento, sem autorização, e nenhum professor ou funcionário acompanhou. A mãe da aluna estava presente durante toda a atividade. Um pai que passava pelo local percebeu o que acontecia e alertou a direção.

O ATENDIMENTO
Até domingo, pelo menos 23 pessoas haviam procurado hospitais. O Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra, confirmou 20 atendimentos com profilaxia pós-exposição. A escola informou outros 3 na rede particular. Segundo a direção do hospital, nenhuma pessoa ficou sem a medicação indicada. Até o momento, todos os testes deram negativo.

O QUE FAZER
A escola orientou que quem teve o dedo furado procure uma unidade de saúde imediatamente. Nesta segunda, das 11h às 14h, uma equipe do Centro Municipal de Saúde Harvey Ribeiro de Souza Filho estará na escola pra orientar famílias e identificar quem ainda não buscou atendimento. Na quinta (17), a partir das 14h30, haverá atendimento com a infectologista pediátrica Patrícia Guttman, mediante agendamento pelo (21) 3392-5120.

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