Trump diz que ação na Venezuela provou que EUA têm as Forças mais temíveis

Publicado em: 06/01/2026 15:33
Em discurso para parlamentares republicanos, presidente relatou detalhes da operação que capturou o ditador Nicolás Maduro

Trump discursa para parlamentares americanos • Reprodução/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou nesta terça-feira a captura do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmando que a operação de alto risco provou que os EUA possuem as forças armadas “mais temíveis” do mundo.

“Tínhamos muitos soldados em solo, mas foi incrível”, disse ele durante um discurso em um encontro do Partido Republicano na Câmara dos Representantes, em Washington, D.C. “Foi brilhante taticamente.”

Trump relatou diversos detalhes operacionais aos parlamentares republicanos, indicando que os EUA cortaram o fornecimento de energia elétrica em grande parte da Venezuela pouco antes de entrar no país. Isso deu aos militares o elemento surpresa ao se aproximarem do complexo de Maduro.

“E pensem nisso, ninguém morreu”, exclamou o presidente. “E do outro lado, muita gente morreu.”

O líder americano prosseguiu criticando os democratas por expressarem preocupação com a decisão de capturar Maduro, reclamando que poucos no partido o parabenizaram.

“Em algum momento, eles deveriam dizer, sabe, ‘Você fez um ótimo trabalho’”, afirmou ele. “‘Obrigado, parabéns’. Não seria bom?”

A Venezuela permanece em turbulência dias após Nicolás Maduro e a esposa dele, Cilia Flores, terem sido capturados pelas forças americanas em Caracas.

Na segunda-feira (6), Maduro e Flores se declararam inocentes das acusações de tráfico de drogas e porte de armas em sua primeira aparição no tribunal, em Nova York, onde Maduro disse: “Eu ainda sou o presidente do meu país”.

A próxima audiência está marcada para 17 de março. Nem Maduro nem Flores estão buscando fiança ou libertação imediata.

Na Venezuela, Delcy Rodríguez, aliada do ditador, tomou posse como presidente interina ainda na segunda-feira, embora o presidente Trump tenha afirmado repetidamente que está no comando e não tenha descartado uma intervenção militar mais ampla no país sul-americano caso o regime não coopere.

Fonte: CNN

Venezuelanos querem novas eleições e não aceitam Delcy Rodríguez

 

Imagem colorida de vice-presidente da Vnezuela, Delcy Rodríguez - Metrópoles

Carolina Cabral/Getty Images

Pacaraima (RO) – Era por volta de 21h de domingo (4/1) quando Angis Marlyn, de 26 anos, tinha acabado de entrar no Brasil e aguardava a lotação do táxi para retornar a Boa Vista (RO). Ela foi em dezembro para sua cidade, Maturín (Monagas), passar as férias e as festas de fim de ano com a família. Segundo a auxiliar de contabilidade que já vive há cinco anos em Roraima a comemoração da prisão de Nicolás Maduro com os parentes foi contida.

“Ficamos em casa por resguardo e segurança das pessoas”, contou. “Externamente não teve festa. Internamente, as pessoas estavam muito felizes, era algo que esperávamos há anos”. Ela explica que a presença ostensiva de militares inibe qualquer manifestação pública. “As pessoas não conseguem ir para a rua comemorar. Dá medo de sair e não voltar. Se você sai para falar ‘graças a Deus que Maduro não está aqui’, existe a repressão. Os militares estão contra o povo.”

O relato é corroborado por Brenda Tavárez e Diniz Tavárez, respectivamente de 30 e 33 anos. Vindos de Santa Elena de Uairén, cidade venezuelana vizinha a Pacaraima, o casal confirmou que a ordem informal é de silêncio. Segundo eles, as autoridades locais enquadram celebrações como crimes políticos.

“Estamos felizes, mas não podemos fazer festa agora. Se fizermos uma festa, podemos ser presos”, afirmou Brenda. Ela relatou ainda que a justificativa utilizada pelas forças de segurança para deter quem comemora é a acusação de estarem “incitando o ódio”.

“O pessoal está feliz, mas está feliz em casa. Em toda a Venezuela não se pode fazer festa”, completa Diniz. O casal destacou que, embora a região de fronteira esteja relativamente calma, as notícias que chegam de Caracas indicam uma capital “fechada” e fortemente militarizada.

Maduro

Angis e as outras pessoas no ponto de táxi, que preferiram não se identificar, acreditam que a Venezuela “não está livre”, apesar de um grande número acreditar nisso. A jovem acredita que o sistema e as pessoas que seguem a cartilha do ditador Maduro continuam no governo e em outros poderes do país.

Sobre a chavista Delcy Rodríguez ter assumido interinamente a presidência, a Angis considera “totalmente errado” e que “não faz sentido”. “Como que você reconhece uma pessoa sabendo toda a situação que aconteceu nas eleições anteriores?”, questionou.

Para o Métropoles, os migrantes ouvidos apontam que a medida para que eles acreditem na mudança é simples: “novas eleições, mais transparentes”, concluiu Angis.

Em Boa Vista, capital de Roraima, estado que tem a maior população venezuelana no Brasil, segundo o IBGE, os migrantes comemoram em praça pública no sábado (3/1). Há registros também de atos públicos em Manaus (Amazonas). Ambas as manifestações foram realizadas em apoio à intervenção militar do presidente norte-americano Donald Trump em capturar Nicolás Maduro.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES – BRASIL

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