Turista do Rio Grande do Sul denuncia abuso sexual durante Festival Mariri em aldeia Yawanawá, no Acre

Publicado em: 12/09/2026 11:08
Gaúcha de 31 anos afirma ter sido tocada enquanto dormia ao lado da filha de 9 anos; Polícia Civil investiga o caso e suspeito teria fugido levando celular deixado na barraca

Uma turista do Rio Grande do Sul procurou a Polícia Civil do Acre para denunciar um suposto abuso sexual ocorrido durante sua participação no Festival Mariri, realizado na Aldeia do Rio Gregório, em território Yawanawá. Jordana Gonçalves Galho, de 31 anos, afirma que foi vítima da violência enquanto dormia em uma barraca ao lado da filha, de 9 anos.

Segundo o relato apresentado às autoridades, o episódio aconteceu na madrugada do último dia 31 de agosto. Jordana contou que acordou ao perceber um homem tocando seu corpo e afirmou que ele teria tocado suas partes íntimas. De acordo com o depoimento, não teria ocorrido penetração.

A turista também relatou ter ficado preocupada com a possibilidade de a filha ter sido vítima de algum tipo de abuso enquanto dormia. No entanto, conforme registrado no depoimento, a menina não conseguiu confirmar se foi tocada e teria despertado após ouvir os gritos da mãe. Dessa forma, não há confirmação de violência contra a criança no relato apresentado à polícia.

Dinâmica do caso

Ainda segundo Jordana, o suspeito teria fugido depois que ela percebeu o que estava acontecendo, deixando um celular dentro da barraca. Pouco tempo depois, ele teria retornado ao local para buscar o aparelho. Nesse momento, a turista afirma que começou a gritar e pedir que o homem se afastasse.

Ela também declarou que pessoas responsáveis pela segurança do festival teriam contido o suspeito inicialmente, mas que ele teria sido liberado posteriormente. Jordana disse não saber identificar se os envolvidos eram policiais ou integrantes da segurança privada do evento.

Denúncia e investigação

O caso foi levado oficialmente à Polícia Civil no dia 2 de setembro, quando a turista prestou depoimento na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e de Proteção à Criança e ao Adolescente, em Cruzeiro do Sul.

Além da denúncia de abuso, Jordana afirma ter enfrentado dificuldades para conseguir informações sobre o homem apontado por ela como suspeito. A turista também acusa integrantes da organização do festival e uma liderança indígena de terem tentado convencê-la a não registrar a ocorrência.

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As afirmações fazem parte do relato apresentado pela denunciante e ainda precisam ser apuradas pelas autoridades. Os citados também têm direito à manifestação e ao contraditório.

Retorno e desabafo

Jordana contou que permaneceu apreensiva enquanto ainda estava na aldeia, principalmente por estar acompanhada da filha e por considerar que estava em uma região de difícil acesso. Mãe e filha deixaram o local em 1º de setembro e seguiram para Cruzeiro do Sul, onde a denúncia foi formalizada no dia seguinte.

Após retornar ao Rio Grande do Sul, a turista afirma que também procurou o Ministério Público para comunicar o caso. Ela disse que decidiu tornar a história pública por recear que a denúncia não tivesse continuidade.

“Eu preciso me posicionar, eu preciso fazer isso valer para que não fique impune, não seja mais um caso”, afirmou ao jornalista Henrique Nerd do Portal Acre.

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Jordana também fez um apelo para que outras mulheres que enfrentem situações semelhantes procurem ajuda e denunciem.

A turista informou ainda que pagou R$ 19,2 mil pela experiência na aldeia, além de aproximadamente R$ 12 mil em passagens aéreas. Segundo ela, o valor total da viagem ultrapassou R$ 30 mil. Para Jordana, o investimento não correspondeu à estrutura de segurança e ao suporte que esperava encontrar durante a permanência no local.

O depoimento registrado na Polícia Civil reúne a versão apresentada pela turista sobre o episódio. A investigação deverá apurar as circunstâncias da denúncia, identificar o suspeito e esclarecer as demais acusações feitas por Jordana.

Turista chilena também denunciou indígena por estupro em julho de 2025 na Aldeia São Francisco, em Feijó

O relato de outra turista de nacionalidade chilena por nome Loreto Belen, que acusou em 2025 o líder indígena acreano Isaka Ruy Huni Kuî de estupro, a acusação foi feito em uma rede social, na época o caso causou comoção no Acre. Na época da denúncia, ela conta que sofreu pelo menos três tipos de abuso sexual durante a estadia na Aldeia São Francisco, em Feijó, no interior do Acre, entre maio e junho.

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A turista de nacionalidade chilena Loreto Belen denunciou líder indígena por estupro em Feijó em 2025. Foto: captada 

Isaka teve a prisão preventiva decretada e está foragido. Ele nega o crime. A defesa do líder indígena entrou com um pedido de revogação da prisão preventiva.

O advogado Jeison Farias confirmou a informação ao g1 e disse que o pedido está fundamentado na ausência de riscos oferecidos pelo suspeito.

Quem é Loreto Belen?

Em um perfil nas redes sociais, Loreto Belen Manzo se descreve como nutricionista, terapeuta integral, estudante de medicinas ancestrais e médium. Ela visitou a terra indígena pela primeira vez em janeiro do meso ano, quando passou 15 dias estudando a medicina da floresta.

No dia 15 de maio de 2025, ela voltou à comunidade para viver outra experiência na natureza. A turista comprou um pacote por cerca de R$ 5,5 mil para ficar várias semanas no local.

A turista recebeu ainda apoio e assistência do Departamento Bem Me Quer da Polícia Civil, que auxilia mulheres em situação de vulnerabilidade, e do Organismo de Políticas Públicas para Mulheres (OPM).

A chilena voltou para a casa da mãe, no Chile, no dia 25 de junho de 2025 para ficar com a família.

O que aconteceu?

Loreto Belen chegou à comunidade no dia 15 de maio e ficou mais de um mês na localidade. Durante esse período, ela diz que sofreu, pelo menos, três tipos de abuso sexual, sendo o último no dia 17 de junho.

Aceder Apoio Psicológico

A primeira ocorrência foi quatro dias depois da chegada à comunidade, quando participava de uma atividade conhecida como banho medicinal. Segundo ela, o indígena a tocou nas partes íntimas. Apesar de se sentir incomodada, ela afirmou que não disse nada.

Na denúncia, a turista conta que sofreu pelo menos três tipos de abuso sexual durante a estadia na Aldeia São Francisco, em Feijó, no interior do Acre, entre maio e junho de 2025. Foto: captada 

O crime foi gravado, conforme a turista. “Alguns dias depois, fizemos uma dieta nas profundezas da selva por seis dias. Lá, ele tentou me beijar e eu fiquei muito confusa”, acrescentou sobre o segundo caso.

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Dessa vez, ela comunicou os fatos aos pais e a esposa do suspeito, que se desculparam e pediram que ela apagasse as imagens gravadas. Além disso, foi convidada a permanecer e participar de experiências na terra indígena sem precisar pagar mais nada.

Ainda segundo a turista, a família do indígena deu um desconto no pacote adquirido por ela e baixou o valor de R$ 5,5 mil para R$ 2,5 mil após ela denunciar os primeiros abusos ainda na comunidade.

Quando ocorreu o estupro?

Após aceitar ficar na aldeia, no dia 17 de junho, a turista disse que sofreu um estupro. Loreto Belen diz que um dos celulares que tinha levado desapareceu de seus pertences.

“Meu telefone ficou na aldeia, fui com dois para lá. Já estou de volta ao Chile, na cidade da minha mãe, vim me resguardar um pouco. Me senti muito vulnerável, estou passando uns dias com minha mãe e depois volto para minha cidade”, relatou.

Na época dos fatos, a polícia soube que o indígena se preparava para fugir do município, porém, não pôde agir sem o mandado de prisão expedido. As investigações foram por os crimes de estupro, roubo ou furto do celular da turista, mas não foram descartados outros crimes. Foto: captada 

Tudo Viagem

Aeroporto de Brasília terá novo terminal internacional com concessão

O Aeroporto Internacional de Brasília deverá ganhar um novo terminal internacional, edifício-garagem e uma nova via de acesso como parte da repactuação de sua concessão. O edital foi publicado nesta quarta-feira (9) e prevê R$ 1,2 bilhão em investimentos no terminal da capital federal.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o contrato também passará a abranger dez aeroportos regionais, incluídos por meio do Programa AmpliAR. O leilão para definir a empresa responsável pela concessão está previsto para 17 de dezembro de 2026, às 15h.

Concessão terá novos investimentos

A repactuação mantém o prazo de concessão do aeroporto de Brasília até 2037 e estabelece mudanças na estrutura financeira do contrato. Entre elas está a definição de R$ 628,76 milhões, corrigidos pelo CDI, para a aquisição dos 49% de participação da Infraero.

A alíquota mínima da Contribuição Variável também foi alterada, passando de 5,9% para 5,13%. A redução está relacionada à inclusão de novos investimentos obrigatórios no contrato. A nova modelagem foi homologada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) após uma solução consensual construída entre a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) e a Inframerica, atual concessionária do aeroporto.

Brasília é atualmente o quarto aeroporto mais movimentado do país. Nos primeiros sete meses de 2026, o terminal recebeu mais de 9,7 milhões de passageiros em voos domésticos e internacionais, crescimento de 8,14% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O aeroporto também é o único do Brasil com duas pistas que podem operar simultaneamente.

Dez terminais regionais serão incluídos

Os dez aeroportos que passarão a integrar a concessão estão localizados em Goiás, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. A lista inclui Alto Paraíso de Goiás, Barreiras, Bonito, Cáceres, Dourados, Juína, Ponta Grossa, Tangará da Serra, Três Lagoas e São Miguel do Araguaia.

Para esses terminais, estão inicialmente previstos R$ 857,8 milhões em investimentos destinados à ampliação, manutenção e operação. O montante poderá sofrer ajustes depois de uma Fase de Diagnóstico Inicial, que permitirá ao futuro operador analisar as condições físicas e fundiárias de cada aeroporto antes da definição definitiva das obras e dos valores.

As empresas interessadas poderão enviar pedidos de esclarecimentos sobre o edital até as 18h de 23 de outubro. As propostas, acompanhadas das respectivas garantias, deverão ser apresentadas até 10 de dezembro. A sessão pública do leilão ocorrerá em 17 de dezembro, quando serão abertas as propostas econômicas das empresas habilitadas.Mulher diagnosticada com câncer consegue na Justiça acreana o direito de receber dinheiro pago em consórcio

1ª Câmara Cível considerou a necessidade do valores pagos para o tratamento médico e aplicou perspectiva de gênero ao caso

Uma mulher diagnosticada com câncer de mama conseguiu o direito de receber de forma imediata os valores que havia pago em um consórcio. A decisão foi da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). Os desembargadores consideraram que a aplicação da regra que prevê a devolução somente após o encerramento do grupo seria incompatível com a proteção à vida, à saúde e à dignidade.

Conforme os autos, ela aderiu a um consórcio em outubro de 2021, com crédito de R$ 170 mil, e pagou R$ 9.320,85. Após a contratação, recebeu o diagnóstico de neoplasia maligna na mama esquerda e precisou se submeter a cirurgia oncológica e sessões de quimioterapia. Diante dos custos do tratamento, ingressou na Justiça. Solicitou o cancelamento do contrato e a devolução imediata do valor pago. Em primeira instância, o pedido foi negado.

Inconformada com a decisão, a mulher recorreu. Argumentou que a situação de saúde tornava excessivamente onerosa a manutenção do contrato e que não seria razoável aguardar mais de uma década para recuperar o dinheiro. O contrato previa a duração do grupo até 2036. Pediu novamente a anulação do consórcio e a restituição dos investimentos feitos.

Ao analisar o caso, o relator designado, desembargador Roberto Barros, entendeu que a situação ultrapassava a discussão contratual. Para o magistrado, os valores pagos haviam se tornado necessários para custear o tratamento médico. Que a espera pelo encerramento do grupo ou pela contemplação representaria um ônus desproporcional. Então, votou pela restituição imediata dos valores pagos à administradora do consórcio. Foi acompanhado pela maioria dos integrantes do colegiado.

A 1ª Câmara Cível julgou necessário aplicar o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, instituído pela Resolução nº 492/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A decisão ressalta que mulheres em situações de adoecimento grave podem enfrentar obstáculos adicionais para manter a autonomia econômica e exercer seus direitos. O acórdão está disponível na edição nº 8.095 (p.10-11), publicada nesta sexta-feira, 11 de setembro.

Apelação Cível n. 0720519-11.2024.8.01.0001

Geral

Homem é preso com cocaína e maconha em ação do “Esquadrão Águia” no Beco da Tiazinha, em Rio Branco

Cleilson Costa do Sacramento foi abordado após fugir para uma residência abandonada; com ele, a PM apreendeu 54 invólucros de cocaína, sete de maconha e R$ 24

Um homem identificado como Cleilson Costa do Sacramento foi preso na quinta-feira (10) suspeito de tráfico de drogas durante uma ação da RP-107, conhecida como “Esquadrão Águia”, na Travessa Sabiá, em frente ao Beco da Tiazinha, em Rio Branco.

Segundo informações repassadas pela polícia, o local é conhecido pela recorrência de ocorrências relacionadas ao tráfico de entorpecentes. Durante o patrulhamento, a equipe realizou um cerco nas proximidades e visualizou um homem cuja atitude, conforme os policiais, levantou suspeitas de envolvimento com a comercialização de drogas.

Ao perceber a aproximação da viatura, Cleilson teria fugido para dentro do beco. Os policiais iniciaram o acompanhamento e conseguiram interceptá-lo nas proximidades de uma residência abandonada.

Apreensão

Durante a abordagem e a busca pessoal, os policiais encontraram uma bolsa preta contendo diversos invólucros com substâncias com características semelhantes às de cocaína e maconha, além de dinheiro em espécie. Ainda segundo o relato policial, Cleilson teria declarado que comercializava os entorpecentes naquele local.

Na Delegacia de Flagrantes (Defla), após a abertura, conferência, contagem e pesagem do material apreendido, foram contabilizados:

  • 54 invólucros de substância semelhante à cocaína, totalizando aproximadamente 44 gramas;

  • Sete invólucros de substância semelhante à maconha, com cerca de 22 gramas;

  • R$ 24 em dinheiro.

Diante do material localizado, Cleilson recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Defla, juntamente com os entorpecentes e os demais itens apreendidos, para os procedimentos legais.

O caso ficou sob responsabilidade da autoridade policial, que deverá adotar as medidas cabíveis diante da suspeita de tráfico de drogas. A prisão não representa condenação, e a responsabilidade criminal deverá ser definida no decorrer do processo.

Cleilson teria fugido para dentro do beco. Os policiais iniciaram o acompanhamento e conseguiram interceptá-lo nas proximidades de uma residência abandonada. Foto: captada 

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