Uma janela rara para o nascimento de mundos
É apenas a 2ª vez que os pesquisadores detectaram um sistema formador de planetas no Universo. A observação foi através do telescópio VLT
Astrônomos conseguiram observar dois planetas se formando ao redor da jovem estrela WISPIT 2, localizada na constelação de Águia, em uma das imagens mais detalhadas já capturadas do processo de formação planetária fora do nosso Sistema Solar.
O que torna esse achado especial é que WISPIT 2 é apenas o segundo sistema estelar conhecido onde dois planetas embrionários foram diretamente detectados no disco de gás e poeira que rodeia a estrela, um estágio em que ainda estão crescendo ao acumular material ao seu redor, lembrando o que aconteceu com os planetas do nosso próprio Sistema Solar bilhões de anos atrás.
O primeiro planeta observado no sistema, WISPIT 2b, tem massa cerca de cinco vezes a de Júpiter e orbita a estrela a uma distância equivalente a cerca de 60 vezes a separação entre a Terra e o Sol. O segundo, chamado WISPIT 2c, orbita muito mais perto e é ainda mais massivo, com aproximadamente o dobro da massa de WISPIT 2b. Ambos são gigantes gasosos em formação.
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Essas observações foram possíveis graças ao Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (ESO) no Chile, usando instrumentos avançados que permitiram não só perceber os planetas nos sulcos do disco de poeira, mas também confirmar sua natureza planetária.
O disco circum-estelar em torno de WISPIT 2 mostra anéis e lacunas claramente esculpidos, possivelmente indicativos de mais planetas em formação ainda a serem confirmados, oferecendo um verdadeiro laboratório para estudar como sistemas planetários se desenvolvem desde seus estágios iniciais até se tornarem maduros, como o nosso.
Em termos simples, pela segunda vez na história da astronomia, estamos vendo mundos nascerem quase em tempo real, com detalhes que ajudam a entender como poeira e gás ao redor de estrelas jovens se aglomeram até formar planetas completos.




