Venda de calcinhas usadas pode render até R$ 300 mil na web

O mercado de conteúdo adulto ganhou novas possibilidades com o ambiente digital, que permite a venda de materiais personalizados a diferentes nichos de consumidores. Entre os produtos mais procurados estão as calcinhas usadas, segmento em que o faturamento pode chegar a R$ 300 mil.
A influenciadora e criadora de conteúdo adulto Mel Breia afirma que a procura se explica pelo caráter específico e personalizado desse tipo de comércio. “Percebi que existia uma procura constante e comecei a tratar isso como parte do meu trabalho”, disse. Os compradores, em sua maioria homens, costumam fazer exigências que alteram o preço final, como peças com ou sem cheiro, molhadas, usadas por um dia ou por uma semana, além de preferências por renda e cores. “Não existe uma tabela fixa. Uma calcinha usada no dia a dia tem um valor, mas pedidos que exigem mais tempo ou alguma condição específica custam mais”, afirmou.
Criadoras relatam que a atividade exige mais do que apenas disponibilizar a peça. Uma moradora do Distrito Federal, que preferiu não se identificar, contou que precisa selecionar o produto, fotografar, responder clientes e organizar o envio. “Você tem que selecionar o produto, fotografar, responder os clientes, fazer o envio… Tem um investimento de tempo e energia. Então, é um trabalho, sim, e é desgastante”, disse. Ela também citou a falta de limites de parte do público: “Tem muita gente que é sem noção. Confundem o trabalho, já chegam mandando nude. Não tratam com profissionalismo”.
