A candidata ao Senado Federal por Rondônia, Sílvia Cristina (PP), defendeu a legalização do garimpo e criticou as ações de fiscalização que resultam na destruição de dragas ilegais. Durante entrevista ao telejornal Bom Dia Rondônia nesta quarta-feira (2), ela afirmou que a fiscalização deve ser mais equilibrada. “Nós queremos legalizar, mas também queremos que essa fiscalização aconteça sem prejudicar quem de fato trabalha. É muito ruim você ver quando a fiscalização vai ao garimpo e destrói um patrimônio grande de pessoas que estão ali cuidando das suas famílias”, declarou.
Quando questionada sobre a possibilidade de conciliar produção e preservação ambiental, Sílvia Cristina comentou sobre a Moratória da Soja, um acordo voluntário que proíbe a aquisição de grãos cultivados em áreas desmatadas na Amazônia. Ela avaliou que o pacto inicialmente prejudicou o setor, mas posteriormente trouxe incentivos. “A prioridade é quem planta e quem colhe. O meio ambiente é capaz de sobreviver, e hoje o produtor não devasta mais, ele está cuidando”, opinou.

A candidata também se posicionou como uma figura alinhada à direita e de oposição ao governo federal. Atualmente no Progressistas (PP), ela já integrou o Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o PL. Sobre a mudança partidária, afirmou que sempre foi de direita. “Quando estivemos no PDT, não havia essa prerrogativa de direita e esquerda. Eu participava de um grupo político que me deu oportunidade de concorrer nesse partido, mas votei mais com a direita”, explicou. Sílvia Cristina criticou ainda o radicalismo político, afirmando que ele “apenas maltrata” as pessoas.
Via Media Press