40 ANOS DE CHERNOBYL: PAPA ALERTA QUE A ENERGIA ATÔMICA DEVE SERVIR À PAZ, NÃO À DESTRUIÇÃO

Publicado em: 28/04/2026 10:25

Pontífice destaca que tecnologia deve servir à paz e ao bem comum, não à destruição

No 40º aniversário do trágico acidente nuclear de Chernobyl, o Papa Leão XIV proferiu palavras de profunda sabedoria moral ao recordar que a catástrofe “marcou a consciência da humanidade” e permanece como um alerta perene sobre os riscos inerentes ao uso de tecnologias cada vez mais poderosas.
Com discernimento lúcido, o Pontífice defendeu que o discernimento e a responsabilidade devem prevalecer em todos os níveis de decisão, para que a energia atômica seja colocada exclusivamente “a serviço da humanidade e da paz”, e não como instrumento de destruição ou imprudência.
Em um mundo ainda marcado por tensões geopolíticas e pela tentação de militarizar avanços científicos, essa advertência papal soa especialmente oportuna e profética: ela critica implicitamente tanto o descuido técnico que levou ao desastre soviético quanto as ambições bélicas contemporâneas, reforçando que o progresso tecnológico só tem valor genuíno quando orientado pela ética e pelo bem comum, evitando que o potencial da ciência se converta em ameaça existencial à vida e ao planeta.
Essa visão equilibrada do Papa merece aplauso: em vez de rejeitar a energia nuclear de forma irracional, Leão XIV propõe seu uso responsável e pacífico, lembrando que a verdadeira grandeza humana reside não na dominação da natureza ou dos povos, mas na capacidade de colocar o conhecimento a serviço da vida.
Texto: Rodolfo Oliveira
Fotos: Divulgação

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