Tomar sol nas partes íntimas vira moda e médicos alertam para riscos; entenda

A prática de tomar sol nas partes íntimas ganhou força nas redes sociais com promessas de aumento de testosterona e melhora nos níveis de vitamina D, mas não tem respaldo científico consistente, segundo o dermatologista Thales Bretas. A exposição solar controlada pode trazer benefícios ao organismo, mas a recomendação médica não envolve regiões íntimas e exige cuidados com horário, tempo de exposição e área do corpo exposta.
Segundo Bretas, não há evidência de que a exposição localizada ao sol, especialmente em áreas específicas do corpo, eleve a testosterona de forma relevante. A regulação hormonal depende de fatores como sono, alimentação, composição corporal, atividade física e saúde geral. No caso da vitamina D, a exposição solar realmente participa da produção pelo organismo, mas deve ocorrer em regiões mais amplas e habitualmente cobertas, como dorso, abdome e coxas, sempre por tempo curto e em horários de menor intensidade de radiação ultravioleta.
O risco, de acordo com o especialista, é que a pele da região íntima é mais sensível e tem menor proteção contra a radiação solar. A prática pode causar queimaduras, irritações e aumentar, no longo prazo, o risco de lesões cutâneas. Para o médico, a busca por saúde deve priorizar exposição solar moderada, alimentação equilibrada, sono de qualidade e acompanhamento profissional quando houver suspeita de deficiência de vitamina D ou alterações hormonais, em vez de seguir modismos digitais sem comprovação.
