Acordo da Assembleia de Deus com o MPRO em cheque mate
Um documento assinado por servidor da Prefeitura de Porto Velho reacende suspeitas sobre o uso de máquinas e recursos públicos em obras realizadas no pátio da Igreja Assembleia de Deus, ligada a uma liderança próxima à vice prefeita do município.
A declaração, assinada por Sandro Paulo Barbosa Rodrigues, então servidor municipal, relata que no dia 24 de julho de 2025 uma equipe da Secretaria Municipal de Infraestrutura realizava serviços de base para asfaltamento na Rua Antônio Violão com a Avenida Amazonas quando houve um pedido de apoio de uma empresa terceirizada que atuava nas proximidades. Segundo o texto, foi utilizado um caminhão pipa com água reaproveitada para dar continuidade ao serviço.
O próprio documento descreve a ação como rápida e pontual, citando apenas a entrada do caminhão pipa no pátio da igreja, molhando o chão e saindo em seguida. No entanto, imagens obtidas pelo Fatos RO mostram que o pátio da igreja foi totalmente asfaltado, o que levanta questionamentos sobre a real extensão dos serviços executados com apoio da Prefeitura.
Divergência entre documento e resultado final
À época, após denúncia, foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta entre o Ministério Público e os responsáveis, com base nas informações apresentadas, especialmente relacionadas ao uso do caminhão pipa. O acordo previa a devolução dos valores referentes ao serviço apontado na investigação inicial.
Ocorre que o conjunto de imagens agora reunido indica que não se tratou apenas de um apoio pontual, mas de uma obra concluída de asfaltamento em toda a área interna da igreja.
Segundo apuração do Fatos RO, a igreja tem entre seus membros e lideranças a vice prefeita Magna dos Anjos, o que amplia o interesse público sobre o caso e reforça a necessidade de total transparência na apuração.
