BANDIDO INTELIGENTE: SERVIDOR DA SEDUC ENVOLVIDO EM OPERAÇÃO DA PC-RO HAVIA PASSADO EM 1º LUGAR NO PROCESSO SELETIVO DE GESTORES ESCOLARES; SAIBA OS DETALHES

Publicado em: 22/01/2026 13:22

A Polícia Civil de Rondônia deflagrou a Operação Chave Mestra para investigar desvios de materiais da Secretaria de Estado da Educação (Seduc-RO). Sete agentes públicos foram acordados nas primeiras horas da manhã da última quarta-feira (21), no sossego de suas residências. O que chamou a atenção do Portal COLUNA DA HORA é que um deles havia passado em primeiro lugar no processo seletivo realizado pelo Governo do Estado de Rondônia, por meio da Seduc. O bandido era inteligente e, atualmente, estava administrando uma das mais importantes unidades escolares sediada na Capital.

DETALHES ESPECÍFICOS DA OPERAÇÃO
  • Alvo: Um esquema criminoso envolvendo servidores públicos que aproveitavam o livre acesso aos almoxarifados da secretaria para subtrair bens.
  • Prejuízo estimado: O desvio de móveis e equipamentos escolares causou danos superiores a R$ 1 milhão aos cofres públicos.
  • Contexto: As irregularidades foram descobertas após um inventário realizado durante a transição de gestão na pasta.
  • Objetivo: Cumprimento de mandados de busca e apreensão para identificar todos os envolvidos, coletar provas e tentar recuperar os itens furtados. 

SÓ PARA ESCLARECER

Para não haver processo judicial no futuro, porque o Brasil está em uma fase onde não se pode divulgar abertamente, nem na Imprensa, o nome inteiro dos meliantes, pois pode refletir lá na frente contra quem escreveu e divulgou, por isso que o leitor muitas vezes encontra o termo “suspeito”, mesmo quando o detido é pego no ato do crime. Então, o envolvido vai ter somente as iniciais aqui.

H.A.

H.A. foi acordado com mandado de busca e apreensão ontem, logo cedo, pela Policia Cívil, que deflagrou a operação Chave Mestra, que buscava “suspeitos” de furto e desvios de patrimônio público da origem de aquisições da Secretaria Estadual de Educação. Eram produtos eletrônicos, como computadores, tablets, celulares, câmeras, móveis, produtos automotivos, enfim, dezenas de itens que poderiam melhorar a vida dos alunos em sala de aula ou suprir as demandas estruturais do dia-a-dia na Seduc. H.A. era um dos principais atuantes da quadrilha, pois na época, estava nomeado como Gerente de Baixa e Desfazimento (SEDUC-GBD). Um cargo estratégico e de liderança e que lhe dava o direito de entrar e sair quando bem entendesse dos almoxarifados da pasta espalhados pela Capital e Interior.

VENDA DE ITENS DESVIADOS

O COLUNA DA HORA teve acesso a documentos e relatórios que tramitaram neste caso e pôde atestar que os itens eram vendidos por lojas de móveis usados e até por pessoas terceirizadas (Não vamos divulgar os arquivos abertamente para não atrapalhar as investigações). Segundo a apuração do crime, H.A. fazia relatórios de bens (incluindo os que iriam para doação) e só dava baixa em itens que não o interessavam, o restante era separado e desviado, desvinculando os mesmos como não-propriedade da Seduc. Estima-se que o valor total do prejuízo para a Educação e para o Governo seja recalculado e não seja somente 1 milhão de reais. FOI BEM ACIMA DESTE VALOR. Tem muito mais angú para engrossar esse caldo.

GESTOR ESCOLAR

O mesmo H.A. que figura como um dos principais meliantes no crime de roubos e desvios de bens do patrimônio da Seduc, atualmente era gestor escolar na Escola Estadual de Ensino Fundamental Getúlio Vargas, que funciona na Rua Tenreiro Aranha, no antigo prédio do Colégio Salesiano Dom Bosco, no centro de Porto Velho. Fontes afirmaram que o mesmo passou em um processo seletivo e foi classificado em 1º lugar. Após a operação, o governo lançou sua exoneração no Diário Oficial, no mesmo dia. O homem é “tão inteligente”, que subestimou o Governo, a Polícia e a Justiça, cometendo crimes contra o patrimônio do Estado, logo na educação, área tão importante na formação de crianças, jovens e até adultos (e também tão visada por pessoas de caráter duvidoso).

Os sete envolvidos na operação Chave Mestra tiveram as suas residências reviradas e foram ouvidos pela PC-RO nesse primeiro momento, até segunda ordem. De acordo com informações, o ex-gestor escolar ainda tentou entrar no CPA, ontem, no início da tarde, mas foi impedido na portaria do edifício Guaporé.

Para mais informações oficiais sobre as investigações, você pode consultar o portal da Polícia Civil de Rondônia.

COLUNA DA HORA

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