CADÊ A TRANSPARÊNCIA? FILHO DE LULA MANTÉM SILÊNCIO SOBRE A ORIGEM DO DINHEIRO QUE SUSTENTA A SUA VIDA NO AMAZONAS E UM CLUBE DE FUTEBOL PROFISSIONAL. O POVO QUER RESPOSTAS!

Publicado em: 28/01/2026 16:13

 

*Por Antônio Zacarias – Há silêncios que dizem mais do que discursos. E há silêncios que, quando partem de personagens ligados ao poder, deixam de ser opção pessoal para se tornar um problema público. É exatamente esse o caso que hoje chama a atenção no Amazonas: o silêncio persistente de Luís Cláudio Lula da Silva, filho do presidente da República, diante de perguntas simples, diretas e legítimas sobre a origem do dinheiro que sustenta sua vida no estado e um clube de futebol profissional.

Esportes no Amazonas

 

No interior da Amazônia, primeiro em Parintins e depois em Rio Preto da Eva, surgiu um time de futebol cercado por um discurso social bem construído, símbolos populares e promessa de inclusão. Nada contra o futebol. Nada contra projetos sociais. O problema não está no campo, mas fora dele — na absoluta ausência de explicações.

 

Luís Cláudio aparece como proprietário e idealizador do clube. Não é conhecido por carreira empresarial sólida, grandes empreendimentos públicos ou histórico de investimentos que justifique, de forma transparente, a manutenção de um projeto caro, complexo e contínuo em um dos estados mais caros do Brasil para se fazer futebol profissional.

 

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Diante disso, o povo brasileiro — sobretudo o povo do Amazonas — quer saber:

 

De onde vem o dinheiro?

Como esse projeto é financiado?

Quem banca salários, logística, viagens, hospedagens e toda a estrutura do clube?

 

São perguntas básicas. Democráticas. Não acusam ninguém de crime. Mas exigem respeito à inteligência da sociedade.

 

Manter um clube profissional no Amazonas custa caro. A logística é difícil, os deslocamentos são longos, o transporte é majoritariamente aéreo e fluvial, e os custos operacionais superam em muito os de outras regiões do país. Não se trata de um time amador ou comunitário, mas de uma estrutura profissional que demanda fluxo permanente de recursos.

Esportes no Amazonas

 

E, ainda assim, o silêncio persiste.

 

O silêncio também envolve a presença de um empresário estrangeiro, o sul-coreano Sung Un Song, apresentado como parceiro do projeto. Qual foi o caminho desse investimento? Quem intermediou essa relação? Por que um empresário internacional decide investir justamente em um clube ligado ao filho do presidente da República, em uma cidade sem tradição no futebol profissional e distante dos grandes centros esportivos?

 

Mais uma vez, nenhuma resposta. Apenas silêncio.

 

Esse mutismo incomoda ainda mais quando se lembra que Luís Cláudio já esteve no centro de investigações no passado, no âmbito da Operação Zelotes, em 2015, por suspeita de tráfico de influência. O processo foi suspenso em 2022 por decisão judicial. Nada disso significa culpa. Mas tudo isso reforça a necessidade de transparência total, especialmente agora, quando ele atua em negócios visíveis, caros e politicamente sensíveis.

 

Reportagens da imprensa nacional já apontaram articulações envolvendo o clube, um empresário estrangeiro e lideranças políticas locais alinhadas ao lulismo. O futebol, historicamente, é terreno fértil para relações pouco claras, onde dinheiro circula com facilidade e a prestação de contas quase nunca acompanha o ritmo das cifras.

 

É justamente por isso que o silêncio não é aceitável.

 

Quando o filho do presidente da República decide empreender no Amazonas, usando um esporte popular e simbólico como o futebol, ele deixa de ser apenas um cidadão comum. Ele se torna, queira ou não, um personagem de interesse público. E personagens de interesse público devem explicações à sociedade.

 

O povo do Amazonas não é ingênuo. Quer saber quem investe, como investe e por quê. Quer saber se há incentivos políticos, favores indiretos ou relações que não estão sendo devidamente esclarecidas. Quer transparência — nada além disso.

Esportes no Amazonas

 

Ninguém pede condenações antecipadas.

Ninguém acusa crimes.

 

O que se pede é simples: respostas.

 

Enquanto o filho do presidente optar pelo silêncio, a desconfiança crescerá. O discurso social continuará bonito nas redes e nos uniformes do clube, mas a história real seguirá mal contada — e cada vez mais incômoda.

 

Em uma democracia, sobrenomes poderosos não podem se esconder atrás do silêncio. O povo brasileiro, especialmente o do Amazonas, tem o direito de saber de onde vem o dinheiro.

 

 

 

*Antônio Zacarias é fundador e proprietário do PORTAL DO ZACARIAS, atualmente no top 10 dos portais de notícias mais acessados do Brasil. Jornalista experiente, foi editor-geral de diversos jornais da Região Norte, com atuação destacada no Amazonas, onde dirigiu os jornais Diário do Amazonas e O Povo do Amazonas, cujos proprietários eram Dissica Thomaz e o hoje senador Plínio Valério. Durante dois anos, atuou como correspondente do jornal O Globo na Região Norte, a convite de Ascânio Seleme, então coordenador dos correspondentes no Brasil e atual editor-geral de O Globo. Antônio Zacarias é também autor do livro “100 erros de português que todo mundo comete, inclusive você!”, obra voltada à valorização do bom uso da língua portuguesa.

 

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