Calor extremo exige mais do coração e pode aumentar casos de infarto e AVC

Ondas de calor registradas no Brasil no início de 2026 têm elevado os riscos à saúde cardiovascular, segundo especialistas. As altas temperaturas sobrecarregam o coração, alteram a pressão arterial e podem aumentar a incidência de infarto e acidente vascular cerebral (AVC), sobretudo entre idosos e pessoas com doenças crônicas.
O alerta foi reforçado por cardiologistas e neurocirurgiões ouvidos pelo g1, que explicam como o corpo reage ao calor extremo. Em dias muito quentes, o sistema cardiovascular é exigido para manter a temperatura corporal, o que pode desencadear mal-estar, arritmias e eventos graves.
Quando a temperatura sobe, os vasos sanguíneos se dilatam para dissipar o calor, reduzindo a pressão arterial. Para compensar, o coração acelera os batimentos. A perda de líquidos e eletrólitos pelo suor diminui o volume de sangue circulante e pode comprometer a perfusão dos órgãos.
Esse conjunto de fatores afeta com mais intensidade idosos, pessoas com histórico de infarto ou AVC, pacientes em uso de diuréticos e anti-hipertensivos, além de atletas e trabalhadores expostos ao sol. Sintomas como desmaio, dor no peito, palpitações e confusão mental exigem avaliação médica, mesmo que desapareçam.
