CNHs falsas eram criadas para traficantes comprarem passagens do Acre para o nordeste

Publicado em: 16/12/2025 16:10

Rio Branco/AC. A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (16/12) a Operação Queda Livre, destinada a reprimir o tráfico interestadual de drogas realizado por meio do transporte aéreo. O esquema criminoso utilizava voos comerciais regulares, partindo do Aeroporto de Rio Branco com destino a diversos estados da Federação.

Seis mandados judiciais foram cumpridos simultaneamente nas cidades de Rio Branco/AC e João Pessoa/PB. Foram cinco Mandados de Busca e Apreensão e um Mandado de Prisão Preventiva, todos expedidos pelo Juízo Estadual da Vara de Garantias do Tribunal de Justiça do Acre.

O trabalho policial iniciou a partir da descoberta de um grupo narcotraficante vinculado a uma conhecida facção criminosa atuante no Acre que, auxiliado por um funcionário de empresa terceirizada que presta serviços no Aeroporto Plácido de Castro, fazia remessas de entorpecentes para vários estados através de voos comerciais regulares.

No curso da investigação, a Polícia Federal apreendeu duas remessas de cocaína, totalizando aproximadamente nove quilogramas do entorpecente, retirados de circulação, o que representou prejuízo à organização criminosa.

Durante as investigações, a PF desvendou um esquema de emissão de CNHs digitais falsas, empregadas por traficantes para comprar passagens aéreas e embarcar com identidades falsas, a fim de evitar a identificação pelos órgãos de controle aeroportuário.

O comando da organização era exercido de dentro do sistema prisional. O líder, com acesso clandestino a aparelhos celulares, coordenava toda a logística e a operação criminosa.

As apurações prosseguem com o objetivo de identificar outros possíveis integrantes do esquema.

Os infratores poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, falsificação e uso de documentos falsos.

Vaqueiro contratado pelo Ibama morre baleado durante operação federal em terra indígena no

Trabalhador foi atingido em emboscada durante ação de desintrusão determinada pelo STF na Terra Indígena Apyterewa

Um vaqueiro contratado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) morreu nesta segunda-feira (15) após ser baleado durante uma operação federal na Terra Indígena Apyterewa, localizada em São Félix do Xingu, no sudeste do Pará. A ação integra o processo de desintrusão determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que prevê a retirada de ocupantes não indígenas e de gado criado ilegalmente na área.

Segundo informações divulgadas pelo g1, o trabalhador participava da retirada de animais quando foi alvo de uma emboscada na região conhecida como Linha 10, na estrada do “Capacete”. Ele havia se afastado do grupo para reunir gado solto quando foi atingido por um disparo à queima-roupa no pescoço.

Após o ataque, equipes de apoio prestaram os primeiros socorros e removeram a vítima de helicóptero para o hospital municipal de São Félix do Xingu. Apesar do atendimento, o vaqueiro não resistiu aos ferimentos e morreu. O corpo foi transportado por via aérea para a base da operação.

Em nota, o Ibama confirmou a morte e informou que a equipe foi atacada durante o cumprimento de uma decisão judicial do STF. O órgão destacou que o crime está sendo investigado e manifestou solidariedade à família da vítima, reiterando o compromisso com a proteção das terras indígenas.

A Terra Indígena Apyterewa, habitada pelo povo Parakanã, é considerada uma das áreas mais conflituosas da Amazônia e, desde setembro de 2025, é alvo de uma das maiores operações de desintrusão já realizadas no país.

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