DENÚNCIA GRAVE: CORTE DE ÁRVORES EM ESCOLA DE OURO PRETO DO OESTE PODE CONFIGURAR CRIME AMBIENTAL — QUEM VAI RESPONDER?

CRIME AMBIENTAL EM OURO PRETO DO OESTE: ÁRVORES HISTÓRICAS SÃO DESTRUÍDAS EM ESCOLA E REVOLTAM COMUNIDADE
Um verdadeiro atentado contra a natureza foi registrado em Ouro Preto do Oeste, mais precisamente na Escola Estadual Aurélio Buarque de Holanda, localizada no bairro Jardim Aeroporto I. Cerca de 10 árvores exóticas, plantadas há mais de 35 anos, foram simplesmente cortadas, causando indignação e revolta na comunidade escolar.
Segundo apurado pela reportagem, o corte foi realizado por servidores da Prefeitura, atendendo a uma solicitação da direção da unidade escolar, representada pela diretora identificada como Raquel. A justificativa apresentada seria de que as árvores estariam danificando o muro e provocando sujeira no local.
A explicação, no entanto, não convenceu pais de alunos e moradores da região. Além do impacto ambiental, a ação trouxe consequências imediatas: o fim da sombra que abrigava estudantes e responsáveis, que agora enfrentam o sol escaldante enquanto aguardam na frente da escola.
Em contato com a reportagem, o responsável pelo departamento de meio ambiente da Prefeitura, o engenheiro Caio, confirmou que o corte ocorreu mediante solicitação da direção escolar. No entanto, nenhum laudo técnico ou estudo ambiental foi apresentado para justificar uma medida tão drástica — o que levanta sérias suspeitas sobre a legalidade da ação.
Diante da gravidade, o caso já foi encaminhado ao Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), que deverá analisar a situação e, possivelmente, instaurar um inquérito civil público para apurar responsabilidades. Caso seja comprovado dolo ou irregularidade, os responsáveis poderão ser penalizados conforme a legislação ambiental vigente.
O episódio escancara uma contradição inaceitável: um ambiente que deveria formar cidadãos conscientes ambientalmente protagonizando um ato de destruição. A comunidade agora cobra respostas, responsabilização e, principalmente, que situações como essa jamais se repitam.
Escola é lugar de formar consciência, não de dar exemplo de destruição.
O silêncio das autoridades agora não será visto como prudência — será visto como conivência.





Fonte: Alexandre Araujo/www.ouropretoonline.com
