Deputado americano publica montagem de Lula sendo capturado irrita o Planalto

Publicado em: 23/09/2026 10:44

Uma montagem publicada pelo deputado republicano norte-americano Carlos A. Gimenez provocou irritação entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto.

Na imagem, Lula aparece vendado, usando um agasalho cinza e segurando uma garrafa de cachaça. A publicação imita a fotografia divulgada após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. Na imagem original, o venezuelano aparece com protetores auriculares e uma garrafa de água nas mãos.

Gimenez publicou a montagem em sua conta na rede social X acompanhada da frase “O que o espera…”, interpretada como uma provocação e uma sugestão de que Lula poderia ter um destino semelhante ao de Maduro.

Segundo aliados do presidente, a publicação foi considerada ofensiva e desrespeitosa à soberania brasileira. Nos bastidores, integrantes do governo também avaliaram que a imagem amplia o clima de tensão entre o Planalto e políticos ligados ao governo de Donald Trump.

Carlos Gimenez representa a Flórida na Câmara dos Representantes e é aliado de Trump. O parlamentar já havia criticado Lula por declarações contra o secretário de Estado Marco Rubio e acusado o governo brasileiro de prejudicar a relação entre os dois países.

A montagem também foi compartilhada por apoiadores de Jair Bolsonaro e provocou forte repercussão nas redes sociais. Apesar da imagem, não existe qualquer informação oficial sobre uma operação norte-americana para capturar Lula. Trata-se de uma provocação política produzida digitalmente.

Fonte: CNN Brasil, Poder360 e Revista Oeste. (cnnbrasil.com.br⁠, poder360.com.br⁠, revistaoeste.com⁠)

Os governos que integram o Escudo das Américas anunciaram uma ação conjunta contra 24 organizações criminosas, entre elas o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). O anúncio ocorreu após Donald Trump pedir aos países da aliança que adotassem medidas contra os grupos. O Brasil não assinou a declaração.

O documento prevê a intenção de aplicar, conforme as leis de cada país, bloqueio de bens, restrições de visto e outras medidas contra integrantes e apoiadores dessas organizações. A aplicação das sanções ainda depende dos procedimentos de cada governo.

A ausência do governo Lula chama atenção porque as duas facções brasileiras estão entre os alvos da iniciativa. Estar fora do acordo, porém, não comprova que Lula decidiu deixar de aplicar sanções no futuro. Também não há registro de que ele tenha usado a expressão “aos nossos criminosos”; por isso, retirei esse trecho do título.

Fonte: Departamento de Estado dos Estados Unidos, declaração conjunta de 22 de setembro de 2026.

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de liminar apresentado pelo senador Alessandro Vieira para obrigar o Senado a dar andamento à CPI do Banco Master.

A comissão, proposta em março, recebeu 35 assinaturas — número superior às 27 necessárias para uma CPI no Senado.

A investigação pretende apurar possíveis relações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, o Banco Master e os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

Ao negar a liminar, Zanin afirmou que, neste momento, não havia elementos suficientes para concluir que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tivesse cometido uma omissão ilegal.

A decisão não encerra o caso: ela apenas rejeita o pedido urgente feito pelo senador. A discussão sobre o andamento da CPI continua.

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