Diabetes e hipertensão lideram risco aos rins; entenda

Publicado em: 15/07/2026 10:52
Modelo anatômico de rins humanos
Imagem ilustrativa. Foto: Reprodução

Os rins filtram o sangue, eliminam toxinas, regulam a pressão arterial, participam da produção de hormônios e controlam o equilíbrio de líquidos e minerais. A doença renal crônica, porém, costuma evoluir sem sintomas nas fases iniciais, e cerca de 10% da população adulta apresenta algum grau do problema. Quando os sinais aparecem, parte relevante da função renal já pode ter sido perdida, o que reduz as chances de interromper ou retardar a progressão.

Diabetes e hipertensão arterial seguem como os principais fatores ligados à doença renal crônica. No diabetes, o excesso de glicose agride os pequenos vasos dos rins e compromete lentamente a filtração do sangue; um dos primeiros indícios pode ser a presença de albumina na urina, seguida por alterações como aumento da creatinina e queda da taxa de filtração glomerular. Já a pressão alta danifica os vasos renais e cria uma relação de mão dupla: a hipertensão acelera a lesão dos rins, enquanto a perda de função renal dificulta o controle da pressão.

A obesidade ganhou destaque como fator que aumenta o risco renal, tanto por favorecer diabetes e hipertensão quanto por provocar sobrecarga, inflamação e alterações estruturais nos rins. A nefrologista Carlucci Ventura afirma que o crescimento da obesidade em crianças, adolescentes e adultos preocupa por antecipar o comprometimento renal. Controle da glicemia e da pressão arterial, peso saudável, atividade física, alimentação equilibrada e exames periódicos ajudam a proteger os rins; quando o diagnóstico ocorre cedo, medicamentos podem retardar a evolução da doença e reduzir o risco de diálise.

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