“Fim de linha? Marcos Rocha leva rasteira histórica no PRD e isolamento político marca o ocaso do governador”
Documentos da Justiça Eleitoral comprovam fracasso de manobra para controlar partido; sem base, aliados ou traquejo, governador de Rondônia é retratado como político acabado, trancado em casa e sem futuro.
PORTO VELHO (RO) – Num episódio que expõe de forma cruel a fragilidade política do governador Marcos Rocha, a Justiça Eleitoral atestou nesta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, o colapso de sua mais recente investida por poder partidário. Documentos oficiais consultados por esta reportagem confirmam a inativação, após apenas oito dias, da comissão provisória do PRD de Rondônia, que havia sido formada por aliados do Palácio Rio Madeira.
A certidão, com carimbo e código de validação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é a prova material de uma derrota humilhante. Ela lista nove nomes, incluindo o presidente Anderson Dias e o vice Nilton Balbino, todos com exercício encerrado na data de hoje. A vigência da gestão fajuta: de 12 a 20 de janeiro. Um interlúdio patético que não resistiu a uma semana.
A manobra era clara: arrancar o controle do PRD estadual das mãos do vice-governador Sérgio Gonçalves, com quem Rocha está em guerra aberta, e entregá-lo a uma cúpula fiel ao chefe do Executivo. A operação contava até com a caneta de Elias Rezende, o enroladíssimo chefe da Casa Civil, e foi registrada às pressas.
Mas deu com os burros n’água.
“O senhor tomou uma rasteira. O senhor está incomunicável, está em casa, não está falando com ninguém, está triste. Está com febre debaixo dos cobertores”, descreveu, em tom ácido, o jornalista Rubens Coutinho, em áudio que circula nos grupos políticos.
A narrativa é de um governador em completo desespero, tendo seu último fôlego político asfixiado.
A cena é a ponta do iceberg de um mandato marcado pela inépcia na articulação. Desde o início, Marcos Rocha demonstrou não ter o traquejo necessário para construir e manter bases. Primeiro, brigou pelo comando estadual do União Brasil e perdeu. Prometeu cargos no DNIT em troca de apoio e não cumpriu. Depois, aliou-se ao PSD do senador Expedito Júnior e ao prefeito Adailton Fúria, na esperança de lançar Éverton Leone como vice na chapa majoritária.
O plano foi implodido quando Expedito Neto, filho do senador, migrou para o PT.
Sem grupo, sem partido e sem credibilidade, o que restou ao governador foi tentar um assalto político contra o PRD do vice.
“O senhor não tem nada que oferecer a não ser cargos no governo desses aproveitadores aí que querem tirar os últimos nacos dessa vaca gorda que é o governo”, criticou Rubens Coutinho.
A estratégia era de um oportunismo rasteiro: oferecer migalhas de um governo no fim da linha em troca de um instrumento partidário para tentar sobreviver politicamente após 2026. Mas até para isso faltou habilidade.
A direção nacional do PRD recuou e sacramentou a intervenção, devolvendo o partido aos Gonçalves e deixando Marcos Rocha completamente escanteado.
“É dando o que se recebe. O senhor está no jogo político e quer enganar os malandrão? Não vai conseguir não, governador”, sentenciou o jornalista.
Os documentos da Justiça Eleitoral, frios e burocráticos, são a certidão de óbito temporária de uma articulação desastrosa. Eles mostram, com datas e nomes, a velocidade com que a torre de cartas do governador desabou. Enquanto isso, nas redes sociais, a hashtag #VitóriaDosIrmãosGonçalves celebra a queda de braço.
O cenário que se desenha é de um político terminal. Isolado no Palácio, sem comando partidário, com a base de apoio esfacelada e a imagem pública associada a uma sucessão de fracassos, Marcos Rocha parece ter chegado ao fim de seu ciclo político muito antes do último dia de mandato.
A pergunta que fica, e que ecoa nos corredores de Porto Velho, é:
depois dessa, que grupo sério vai ainda querer dançar com um governador que não sabe conduzir a música e já tropeçou em todos os passos?
Fonte: Redação Site eletrônico Portal 364
Aliados do governador Marcos Rocha perdem PRD por decisão nacional, provisória vale só até hoje 20 de janeiro
Porto Velho, RO – O Partido Renovação Democrática (PRD) em Rondônia, que teve sua comissão provisória assumida pelo governador Marcos Rocha (União Brasil) e aliados no dia 12 de janeiro de 2026, teve sua vigência oficialmente inativada por decisão interna do partido e suspensa pela Justiça Eleitoral, com validade até hoje, 20 de janeiro de 2026, conforme certidão eleitoral emitida nesta terça-feira.
A certidão da composição partidária completa, registrada na Justiça Eleitoral, indica que a comissão estadual do PRD esteve em vigor por apenas oito dias e agora figura como inativada nos registros oficiais.
No dia 12/01/2026, o governador Marcos Rocha e um grupo de aliados tomaram posse como dirigentes da comissão provisória do PRD em Rondônia. A movimentação aconteceu no período em que o partido buscava reorganização interna e fortalecimento da base política no estado.
No entanto, segundo a Justiça Eleitoral, a vigência dessa comissão teve seu funcionamento suspenso e declarada inativa pelo próprio partido, com efeito imediato até a data de hoje, 20/01/2026. A decisão consta no sistema eleitoral com a situação “Inativado por decisão do partido”.
Certidão da Justiça Eleitoral — dados oficiais
A certidão da composição partidária destacada pela Justiça Eleitoral apresenta os dados a seguir:
- Partido/Federação: PRD — Partido Renovação Democrática
- Órgão Partidário: Comissão Provisória
- Abrangência: Estadual (Rondônia – RO)
- Vigência: de 12/01/2026 a 20/01/2026
- Situação do órgão: Inativado por decisão do partido
- Validação: 20/01/2026
O documento também mostra os principais membros que compunham o órgão provisório do PRD, todos com exercício ativo no período:
- Anderson Dias — Presidente
- Arinaldo José Conceição da Silva — Primeiro Tesoureiro
- Carlos Magno Ramos — Primeiro Secretário
- Edevaldo Marcolino Neves — Secretário Geral
- José Ribeiro Pinto Filho — Secretário Executivo
- Luis Clodoaldo Cavalcante Neto — Membro da Comissão Provisória
- Nilton Balbino — Vice-Presidente
- Pedro Marcelo Fernandes Pereira — Tesoureiro Geral
- Yale de Souza Jorge — Primeiro Secretário Executivo
Todos os dirigentes constam com seus mandatos válidos de 12 a 20 de janeiro de 2026.
A inativação de um órgão partidário significa que, por ora, o PRD no estado de Rondônia não possui validade ativa no cadastro eleitoral como comissão provisória reconhecida. A suspensão por parte da Justiça Eleitoral ocorre em cumprimento às normas internas e legais que regem a organização dos partidos políticos.
A medida impacta diretamente a atuação formal do partido no plano estadual, sobretudo em processos eleitorais e decisões administrativas que dependam de representação partidária registrada.
Próximos passos
Com a vigência da comissão provisória encerrada, membros e aliados do PRD deverão definir as próximas estratégias de reorganização interna — incluindo a possibilidade de novas escolhas de dirigentes e encaminhamentos junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO).
A administração do governador Marcos Rocha e seus aliados ainda não se manifestou publicamente sobre os efeitos da decisão da Justiça Eleitoral ou sobre o futuro do PRD no estado.


