“Fim de linha? Marcos Rocha leva rasteira histórica no PRD e isolamento político marca o ocaso do governador”

Publicado em: 21/01/2026 10:30

Documentos da Justiça Eleitoral comprovam fracasso de manobra para controlar partido; sem base, aliados ou traquejo, governador de Rondônia é retratado como político acabado, trancado em casa e sem futuro.

PORTO VELHO (RO) – Num episódio que expõe de forma cruel a fragilidade política do governador Marcos Rocha, a Justiça Eleitoral atestou nesta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, o colapso de sua mais recente investida por poder partidário. Documentos oficiais consultados por esta reportagem confirmam a inativação, após apenas oito dias, da comissão provisória do PRD de Rondônia, que havia sido formada por aliados do Palácio Rio Madeira.

A certidão, com carimbo e código de validação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é a prova material de uma derrota humilhante. Ela lista nove nomes, incluindo o presidente Anderson Dias e o vice Nilton Balbino, todos com exercício encerrado na data de hoje. A vigência da gestão fajuta: de 12 a 20 de janeiro. Um interlúdio patético que não resistiu a uma semana.

A manobra era clara: arrancar o controle do PRD estadual das mãos do vice-governador Sérgio Gonçalves, com quem Rocha está em guerra aberta, e entregá-lo a uma cúpula fiel ao chefe do Executivo. A operação contava até com a caneta de Elias Rezende, o enroladíssimo chefe da Casa Civil, e foi registrada às pressas.

Mas deu com os burros n’água.

“O senhor tomou uma rasteira. O senhor está incomunicável, está em casa, não está falando com ninguém, está triste. Está com febre debaixo dos cobertores”, descreveu, em tom ácido, o jornalista Rubens Coutinho, em áudio que circula nos grupos políticos.

A narrativa é de um governador em completo desespero, tendo seu último fôlego político asfixiado.

A cena é a ponta do iceberg de um mandato marcado pela inépcia na articulação. Desde o início, Marcos Rocha demonstrou não ter o traquejo necessário para construir e manter bases. Primeiro, brigou pelo comando estadual do União Brasil e perdeu. Prometeu cargos no DNIT em troca de apoio e não cumpriu. Depois, aliou-se ao PSD do senador Expedito Júnior e ao prefeito Adailton Fúria, na esperança de lançar Éverton Leone como vice na chapa majoritária.

O plano foi implodido quando Expedito Neto, filho do senador, migrou para o PT.

Sem grupo, sem partido e sem credibilidade, o que restou ao governador foi tentar um assalto político contra o PRD do vice.

“O senhor não tem nada que oferecer a não ser cargos no governo desses aproveitadores aí que querem tirar os últimos nacos dessa vaca gorda que é o governo”, criticou Rubens Coutinho.

A estratégia era de um oportunismo rasteiro: oferecer migalhas de um governo no fim da linha em troca de um instrumento partidário para tentar sobreviver politicamente após 2026. Mas até para isso faltou habilidade.

A direção nacional do PRD recuou e sacramentou a intervenção, devolvendo o partido aos Gonçalves e deixando Marcos Rocha completamente escanteado.

“É dando o que se recebe. O senhor está no jogo político e quer enganar os malandrão? Não vai conseguir não, governador”, sentenciou o jornalista.

Os documentos da Justiça Eleitoral, frios e burocráticos, são a certidão de óbito temporária de uma articulação desastrosa. Eles mostram, com datas e nomes, a velocidade com que a torre de cartas do governador desabou. Enquanto isso, nas redes sociais, a hashtag #VitóriaDosIrmãosGonçalves celebra a queda de braço.

O cenário que se desenha é de um político terminal. Isolado no Palácio, sem comando partidário, com a base de apoio esfacelada e a imagem pública associada a uma sucessão de fracassos, Marcos Rocha parece ter chegado ao fim de seu ciclo político muito antes do último dia de mandato.

A pergunta que fica, e que ecoa nos corredores de Porto Velho, é:

depois dessa, que grupo sério vai ainda querer dançar com um governador que não sabe conduzir a música e já tropeçou em todos os passos?

Fonte: Redação Site eletrônico Portal 364

 

Aliados do governador Marcos Rocha perdem PRD por decisão nacional, provisória vale só até hoje 20 de janeiro

Porto Velho, RO – O Partido Renovação Democrática (PRD) em Rondônia, que teve sua comissão provisória assumida pelo governador Marcos Rocha (União Brasil) e aliados no dia 12 de janeiro de 2026, teve sua vigência oficialmente inativada por decisão interna do partido e suspensa pela Justiça Eleitoral, com validade até hoje, 20 de janeiro de 2026, conforme certidão eleitoral emitida nesta terça-feira.

A certidão da composição partidária completa, registrada na Justiça Eleitoral, indica que a comissão estadual do PRD esteve em vigor por apenas oito dias e agora figura como inativada nos registros oficiais.

Assunção e Inativação: o que aconteceu

No dia 12/01/2026, o governador Marcos Rocha e um grupo de aliados tomaram posse como dirigentes da comissão provisória do PRD em Rondônia. A movimentação aconteceu no período em que o partido buscava reorganização interna e fortalecimento da base política no estado.

No entanto, segundo a Justiça Eleitoral, a vigência dessa comissão teve seu funcionamento suspenso e declarada inativa pelo próprio partido, com efeito imediato até a data de hoje, 20/01/2026. A decisão consta no sistema eleitoral com a situação “Inativado por decisão do partido”.
Certidão da Justiça Eleitoral — dados oficiais

A certidão da composição partidária destacada pela Justiça Eleitoral apresenta os dados a seguir:

  • Partido/Federação: PRD — Partido Renovação Democrática
  • Órgão Partidário: Comissão Provisória
  • Abrangência: Estadual (Rondônia – RO)
  • Vigência: de 12/01/2026 a 20/01/2026
  • Situação do órgão: Inativado por decisão do partido
  • Validação: 20/01/2026

O documento também mostra os principais membros que compunham o órgão provisório do PRD, todos com exercício ativo no período:

  • Anderson Dias — Presidente
  • Arinaldo José Conceição da Silva — Primeiro Tesoureiro
  • Carlos Magno Ramos — Primeiro Secretário
  • Edevaldo Marcolino Neves — Secretário Geral
  • José Ribeiro Pinto Filho — Secretário Executivo
  • Luis Clodoaldo Cavalcante Neto — Membro da Comissão Provisória
  • Nilton Balbino — Vice-Presidente
  • Pedro Marcelo Fernandes Pereira — Tesoureiro Geral
  • Yale de Souza Jorge — Primeiro Secretário Executivo

Todos os dirigentes constam com seus mandatos válidos de 12 a 20 de janeiro de 2026.

O que significa a inativação do PRD

A inativação de um órgão partidário significa que, por ora, o PRD no estado de Rondônia não possui validade ativa no cadastro eleitoral como comissão provisória reconhecida. A suspensão por parte da Justiça Eleitoral ocorre em cumprimento às normas internas e legais que regem a organização dos partidos políticos.

A medida impacta diretamente a atuação formal do partido no plano estadual, sobretudo em processos eleitorais e decisões administrativas que dependam de representação partidária registrada.

Próximos passos

Com a vigência da comissão provisória encerrada, membros e aliados do PRD deverão definir as próximas estratégias de reorganização interna — incluindo a possibilidade de novas escolhas de dirigentes e encaminhamentos junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO).

A administração do governador Marcos Rocha e seus aliados ainda não se manifestou publicamente sobre os efeitos da decisão da Justiça Eleitoral ou sobre o futuro do PRD no estado.

Compartilhar

Faça um comentário

Ir ao Topo