Gestante de 27 morre após dar à luz sua primeira filha em hospital, em RO

Publicado em: 22/10/2026 16:34

Na manhã de ontem (quarta-feira, 21), o FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou o caminhoneiro Jhones Marcos Barbosa, cuja esposa de 27 anos morreu no sábado, 17, após uma cesariana feita no Hospital Regional de Vilhena, onde havia chegado para dar à luz sua primeira filha.

De acordo com o marido da mulher, identificada como Jamili Tainá Silvestre Alves, que trabalhava no setor de vendas em uma empresa local, ela havia revelado ao médico que acompanhava sua gestação, o desejo de ter a filha através de parto normal.

Com mais de 40 semanas de gestação, Jamili (essa é a grafia correta do nome, segundo o entrevistado) e o marido teriam conversado com o médico sobre uma eventual indução ao parto normal, já que ela não apresentava dilatação suficiente para a passagem da criança. O profissional de saúde disse, na ocasião, que os exames da mãe e da bebê não indicavam riscos para nenhuma das duas.

Ficou combinado, então, que seriam feitas aplicações para facilitar o parto normal. Foram feitas três sessões, e a dilatação não aumentou, mas as dores da grávida, sim. Antes da quarta aplicação, o médico teria optado pela cesariana, mas quando ele saiu do quarto, a bolsa se rompeu e Jamili sofreu um desmaio. O profissional de saúde se comprometeu em realizar o parto por cesariana no dia seguinte.

Após uma segunda perda de consciência da gestante, as enfermeiras teriam dito, segundo o marido, que não havia vaga para fazer o procedimento, e nem anestesista no hospital naquele momento. O entrevistado contou que o obstetra argumentou se tratar de um caso de emergência.

Levada para uma sala de cirurgia após as 23:00h de sexta-feira, 16, paciente foi operada e a bebê, que leva o nome de Luísa Alves Barbosa, chegou a ficar sem respirar ao vir ao mundo, mas foi reanimada. Um médico disse ao pai que a bebê estava bem, mas não falou sobre a mãe dela, que não recebeu acompanhamento médico após o parto, conforme o denunciante.

Ao entrar na sala onde a companheira havia acabado de dar à luz, o motorista de 34 anos viu o chão cheio de sangue e de panos também ensanguentados. Ele disse ao site ter ficado com a impressão de que o ambiente não parecia ser um centro cirúrgico.

Já era manhã de sábado, quando a paciente, que já tinha sofrido duas paradas cardiorrespiratórias, foi intubada e transferida para a UTI. Isso após ficar várias horas com hemorragia e convulsionando em uma sala. No final da tarde daquele mesmo dia, ela morreu. O marido quer que as suspeitas de negligência médica sejam investigadas.

Uma campanha deflagrada nas redes sociais dá detalhes do episódio e cobra “Justiça por JamillY”. A peça é assinada por “amigos e familiares”, mas o marido da mulher garante não ter participado da manifestação virtual.

A Santa Casa de Chavantes, que administra o HRV, emitiu nota sobre o caso, mas não disse se informou ao Conselho Regional de Medicina (CRM), sobre o que aconteceu (LEIA ABAIXO).

👉 NOTA OFICIAL…

“A Santa Casa, por meio de sua gestão sob responsabilidade do Grupo Chavantes, vem a público prestar suas condolências à família da parturiente que veio a óbito neste fim de semana no Hospital Regional de Vilhena, e traz esclarecimentos comprometidos com a transparência e o respeito necessários à família e à sociedade vilhenense.

Informamos que, logo no domingo, o esposo da paciente foi acolhido pela equipe da instituição, momento em que pôde relatar sua visão sobre os fatos ocorridos e receber as primeiras orientações. Diante da situação, o Grupo Chavantes determinou, prontamente, já na segunda-feira, a abertura de uma sindicância interna para rigorosa averiguação dos procedimentos adotados.

O cronograma de escutas de todos os profissionais e envolvidos no atendimento já está em andamento, o prontuário e o atendimento estão sob análise preliminar da Comissão de Revisão de Óbito, em observância aos protocolos técnicos e legais. Na sequência, todo o processo será submetido à Comissão de Ética Médica, responsável por emitir parecer conclusivo.

O Grupo Chavantes reitera que todas as providências administrativas e técnicas foram adotadas de imediato para elucidar os fatos com precisão e celeridade. Caso a apuração levante apontamentos, conduta inadequada ou falha assistencial, serão aplicadas todas as medidas cabíveis.

A instituição reafirma seu compromisso inegociável com a ética médica, a segurança do paciente e a prestação de assistência humanizada e responsável a toda a população.

Diretoria Administrativa Santa Casa/Grupo Chavantes”
.
.
.
Fonte: Folha do Sul Online.

Compartilhar

Faça um comentário