Governadora aliada de Lula cria o Bolsa Crime

Publicado em: 26/01/2026 10:23
O governo do Rio Grande do Norte, liderado por Fátima Bezerra, do Partido Socialista Brasileiro (PSB) — partido de centro-esquerda — criou uma bolsa de R$ 500 mensais para adolescentes e jovens que cumpriram medidas socioeducativas (“Bolsa Crime”). A ideia é ajudar na reintegração social, mas a medida tem gerado críticas.
O “Bolsa Crime” pode ser recebida por até um ano, desde que o jovem esteja matriculado na escola e participe de acompanhamento técnico, com um “projeto de vida” pactuado. Mesmo assim, críticos apontam que o governo está ajudando quem já cometeu crimes, enquanto jovens que seguem a lei não recebem nenhum incentivo semelhante.
O debate está aberto: será que recompensar quem cometeu infrações ajuda a prevenir novos crimes ou cria um incentivo perverso, deixando de apoiar quem cumpre a lei?

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O governo do Rio Grande do Norte, sob a gestão da governadora Fátima Bezerra, aliada do PT e do presidente Lula, instituiu recentemente o programa chamado Bolsa Horizontes Potiguares, que passou a ser apelidado por parte da população de Bolsa Crime.

A iniciativa foi criada por meio da Portaria n° 217 de 2025 da Fundase RN e prevê o pagamento de R$ 500 mensais, podendo chegar a R$ 6 mil, para adolescentes e jovens que já cumpriram medidas socioeducativas por atos infracionais considerados graves, como internação ou semiliberdade.

A decisão gerou forte reação social, sobretudo pelo contraste com a realidade de milhões de brasileiros que estudam, trabalham e pagam impostos regularmente, mas não recebem qualquer tipo de incentivo do mesmo governo que alega falta de recursos para áreas essenciais como saúde, segurança pública e educação básica.

Embora o programa estabeleça critérios como acompanhamento multidisciplinar e matrícula escolar, críticos avaliam que a medida transmite uma sensação de injustiça e passa a impressão de premiar quem errou.

Para esses opositores, a política pública envia uma mensagem perigosa à sociedade ao sugerir que o crime gera benefícios, enquanto o esforço diário e o cumprimento da lei não são valorizados.

Em um estado que enfrenta sérias dificuldades financeiras e carências estruturais, a escolha de direcionar recursos públicos a jovens que já infringiram a lei é vista como uma inversão de prioridades. Para parte da população, essa postura enfraquece a autoridade do Estado, alimenta a percepção de impunidade e intensifica a revolta contra políticas que parecem favorecer infratores em detrimento das vítimas e dos cidadãos que seguem as regras.

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