IBGE: em 2024, 8,6 milhões de brasileiros saíram da pobreza

Publicado em: 03/12/2025 15:46
IBGE: em 2024, 8,6 milhões de brasileiros saíram da pobreza
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Miséria também recua ao menor patamar da série do IBGE. Ainda assim, 23% da população são pobres, dos quais 3,5% miseráveis

Entre 2023 e 2024, a pobreza e a extrema pobreza diminuíram no Brasil, atingindo os níveis mais baixos desde 2012 — início da série histórica da Síntese de Indicadores Sociais divulgada nesta quarta-feira (dia 3) pelo IBGE. Em um ano, a parcela da população na extrema pobreza caiu de 4,4% para 3,5%, uma redução de 1,9 milhão de pessoas. Já o grupo considerado pobre passou de 27,3% para 23,1% — menos 8,6 milhões de brasileiros nessa condição.

 

Levando em conta a linha de pobreza definida pelo Banco Mundial e recomendada internacionalmente para países de renda média-alta, como o Brasil (US$ 6,85/dia), o total de pobres alcançou 48,9 milhões de pessoas em 2024. Pela linha de extrema pobreza (US$ 2,15/dia), o país registrou 7,4 milhões de pessoas.

 

Segundo a análise do IBGE, o peso dos programas sociais foi decisivo para reduzir a pobreza e a miséria do país nos últimos anos: entre os domicílios com renda per capita de até um quarto de salário mínimo, os benefícios passaram de 23% do rendimento em 2012 para 59,3% em 2024.

 

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Sem esse suporte, a extrema pobreza teria atingido 10% da população em 2024 — quase o triplo do observado — e a pobreza subiria para 28,7%.Ao mesmo tempo, a renda do trabalho perdeu espaço como fonte de sobrevivência entre as famílias mais vulneráveis nos últimos anos: era 63,1% do rendimento desse grupo em 2012 e chegou a 33,9% em 2024.

 

No Brasil, 8,6 milhões de pessoas saíram da pobreza entre 2023 e 2024 —  Secretaria de Comunicação Social

Foto: Reprodução

 

No total dos domicílios, porém, o rendimento do trabalho permaneceu responsável por cerca de 75% da renda. Era 75,7% em 2012, caiu para 74,2% em 2023 e voltou a subir em 2024, para 75%.A distribuição da extrema pobreza foi semelhante entre homens e mulheres (3,4% e 3,5%, respectivamente). Mas na pobreza houve diferença: 24% das mulheres estavam abaixo da linha de US$ 6,85, ante 22,2% dos homens.

 

 

As desigualdades raciais, porém, foram mais marcantes. Pessoas pretas e pardas representaram mais de 70% dos pobres e extremamente pobres, embora correspondam a 56,8% da população brasileira. Em 2024, a extrema pobreza atingiu 3,9% dos pretos e 4,5% dos pardos, frente a 2,2% dos brancos. Na linha de pobreza, os percentuais foram de 25,8% e 29,8% entre pretos e pardos, contra 15,1% dos brancos.

 

Fonte: Extra

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