Lula viajou para Nova York para participar da abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU e levou 73 pessoas tudo pago com o dinheiro do brasileiro

Publicado em: 22/09/2026 14:27

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou para Nova York para participar da abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, mas o tamanho da delegação que o acompanha também virou assunto.

Segundo levantamento baseado em atos publicados no Diário Oficial da União, pelo menos 73 pessoas foram nominalmente autorizadas a viajar para Nova York durante a programação. A relação inclui ministros, assessores, servidores e integrantes de diferentes órgãos do governo, além da primeira-dama Janja.

O número, porém, não representa necessariamente o total da comitiva, já que existem autorizações que não informam quantos servidores viajarão. Parte dos integrantes também participa de eventos paralelos, como a Semana do Clima de Nova York.

A dimensão da delegação chamou a atenção e gerou críticas nas redes sociais, principalmente pela quantidade de pessoas mobilizadas para uma viagem que, no caso de Lula, tem duração curta: o presidente participa da abertura da Assembleia nesta terça-feira e deve retornar ao Brasil no mesmo dia.

Fonte: Poder360 e Diário Oficial da União.

Durante seu discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Lula voltou a defender o combate à corrupção e afirmou que “ninguém está acima da lei”. A declaração chama atenção pelo histórico do próprio presidente, que foi preso após condenações na Operação Lava Jato, posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal.

A fala também ocorre em meio à atual crise envolvendo autoridades brasileiras e aos debates sobre investigação, privilégios e atuação das instituições. Nas últimas semanas, Lula já havia repetido que a lei deve valer para todos, inclusive autoridades e integrantes do Judiciário.

Fonte: UOL e Folha de S.Paulo

Durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), Lula abordou temas relacionados à proteção das mulheres e à necessidade de combater a violência.
A declaração ocorre em um cenário preocupante no Brasil. Em 2025, o país registrou 1.571 feminicídios, o maior número desde que o crime passou a ser tipificado, em 2015. O número representa aumento de 4% em relação a 2024 e uma média de mais de quatro vítimas por dia.
O governo Lula também sancionou, em 2024, uma lei que transformou o feminicídio em crime autônomo e elevou a pena para 20 a 40 anos de prisão. Portanto, o recorde de casos não significa ausência de medidas legislativas durante o governo, mas coloca em evidência o desafio de transformar essas medidas em redução efetiva das mortes.
O contraste entre o discurso feito pelo presidente no exterior e os números registrados no país repercutiu e voltou a colocar no centro do debate a eficácia das políticas de prevenção e proteção às mulheres.
Fonte: Agência Brasil, Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Planalto

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