MPRO palestra sobre enfrentamento a organizações criminosas em Simpósio de Inteligência da Polícia Militar
MPRO palestra sobre enfrentamento a organizações criminosas em Simpósio de Inteligência da Polícia Militar
O Ministério Público de Rondônia (MPRO) ministrou a palestra “Operações do Gaeco e FTICCO – Resultados imediatos e mediatos” no Simpósio de Inteligência da Polícia Militar de Rondônia (PMRO), na terça-feira (9/12), em Porto Velho.
Durante o evento, o promotor de Justiça Anderson Batista de Oliveira, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), abordou o enfrentamento estratégico a facções criminosas em Porto Velho, os desafios enfrentados e as estratégias de atuação.
O promotor abordou as operações conduzidas pelo Gaeco do MPRO com apoio da Força Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado (FTICCO), ligada à Secretaria de Estado de Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), realizadas em 2024 e 2025 para desarticular facções criminosas.
As equipes cumpriram mandados de prisão e busca, apreenderam armas de fogo, munições, drogas e dinheiro ligados a grupos criminosos que atuavam em Porto Velho. O promotor destacou que as ações precisam ser coordenadas para evitar que os grupos se reorganizem, além disso, reforçou que a integração entre órgãos é essencial para reduzir a força das facções.
O coordenador do Gaeco avaliou ainda perspectivas para o fortalecimento do combate ao crime organizado. Entre as ações estão pacotes de alteração legislativa e a criação de um marco legal específico. Também citou a PEC da Segurança Pública, que amplia a integração entre órgãos. O plano, segundo ele, prevê maior protagonismo do Ministério da Justiça e do Governo Federal, além da implantação do Sistema Nacional de Inteligência para enfrentar organizações criminosas — iniciativa formalizada pela Portaria nº 847 do Ministério da Justiça, publicada na última segunda-feira, 8 de dezembro.
Apesar do protagonismo buscado pelo Ministério da Justiça e Governo Federal, de acordo com o promotor Anderson, não se pode permitir a perda de autonomia e a limitação do Ministério Público e das forças estaduais, pois são eles que, na prática, enfrentam e tem enfrentado diariamente as facções criminosas e os crimes cometidos por seus integrantes. “O ideal é que o Governo Federal incentive e fomente a integração de fato de todas as instituições, inclusive o Ministério Público Estadual, bem como investir massivamente em recomposição de efetivos defasados, capacitação, aparelhamento e tecnologia das forças estaduais, para que possam somar esforços com as forças federais e, assim, obtermos um resultado mais profícuo no controle desse tipo de criminalidade organizada”, reforça.
