MPRO palestra sobre enfrentamento a organizações criminosas em Simpósio de Inteligência da Polícia Militar

Publicado em: 11/12/2025 12:40

MPRO palestra sobre enfrentamento a organizações criminosas em Simpósio de Inteligência da Polícia Militar

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) ministrou a palestra “Operações do Gaeco e FTICCO – Resultados imediatos e mediatos” no Simpósio de Inteligência da Polícia Militar de Rondônia (PMRO), na terça-feira (9/12), em Porto Velho.

Durante o evento, o promotor de Justiça Anderson Batista de Oliveira, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), abordou o enfrentamento estratégico a facções criminosas em Porto Velho, os desafios enfrentados e as estratégias de atuação.

O promotor abordou as operações conduzidas pelo Gaeco do MPRO com apoio da Força Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado (FTICCO), ligada à Secretaria de Estado de Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), realizadas em 2024 e 2025 para desarticular facções criminosas.

As equipes cumpriram mandados de prisão e busca, apreenderam armas de fogo, munições, drogas e dinheiro ligados a grupos criminosos que atuavam em Porto Velho. O promotor destacou que as ações precisam ser coordenadas para evitar que os grupos se reorganizem, além disso, reforçou que a integração entre órgãos é essencial para reduzir a força das facções.

O coordenador do Gaeco avaliou ainda perspectivas para o fortalecimento do combate ao crime organizado. Entre as ações estão pacotes de alteração legislativa e a criação de um marco legal específico. Também citou a PEC da Segurança Pública, que amplia a integração entre órgãos. O plano, segundo ele, prevê maior protagonismo do Ministério da Justiça e do Governo Federal, além da implantação do Sistema Nacional de Inteligência para enfrentar organizações criminosas — iniciativa formalizada pela Portaria nº 847 do Ministério da Justiça, publicada na última segunda-feira, 8 de dezembro.

Apesar do protagonismo buscado pelo Ministério da Justiça e Governo Federal, de acordo com o promotor Anderson, não se pode permitir a perda de autonomia e a limitação do Ministério Público e das forças estaduais, pois são eles que, na prática, enfrentam e tem enfrentado diariamente as facções criminosas e os crimes cometidos por seus integrantes. “O ideal é que o Governo Federal incentive e fomente a integração de fato de todas as instituições, inclusive o Ministério Público Estadual, bem como investir massivamente em recomposição de efetivos defasados, capacitação, aparelhamento e tecnologia das forças estaduais, para que possam somar esforços com as forças federais e, assim, obtermos um resultado mais profícuo no controle desse tipo de criminalidade organizada”, reforça.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

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