Nominada do MDB é puro caldo de batata e os postulantes só estão visando o famigerado Fundão Eleitoral

Publicado em: 01/07/2026 11:10

É para valer

A campanha eleitoral 2026 começa para valer a partir de 20 de julho com as convenções partidárias que vão homologar oficialmente as candidaturas aos cargos eletivos. O rito segue até 5 de agosto. Em Rondônia os eventos mais aguardados são dos candidatos de ponteira nas sondagens eleitorais, que são os pré-candidatos, senador Marcos Rogerio (PL-Ji-Paraná), dos ex-prefeitos Hildon Chaves (Porto Velho) e Adailton Fúria (Cacoal). Todos eles já com os vices definidos, respectivamente Delegado Camargo (Ariquemes), Cirone Deiró (Cacoal) e Everton Leoni (Porto Velho).

As dobradinhas

As dobradinhas de candidatos ao governo com base eleitoral em Porto Velho tendo vices de Ji-Paraná seguiram as primeiras eleições no contexto político rondoniense. Na primeira eleição ao governo do estado com o candidato sendo de Porto Velho, Jeronimo Santana, com o vice de Ji-Paraná, Orestes Muniz em 1986. Já eleição seguinte, em 1990, foram eleitos o governador com base eleitoral igualmente em Porto Velho com Oswaldo Piana Filho, tendo como vice também de Ji-Paraná, Assis Canuto. Já em 1994, emergia o fenômeno Valdir Raupp (Rolim de Moura) com o vice de Porto Velho Xxxxxxxx Xxxxxxxx. Ji-Paraná que elegeria governador José Bianco em 98, com o vice Miguel de Souza da capital e só voltaria a contar com vice com Airton Gurgacz na chapa do governador eleito Confúcio Moura em 2010.

Poder feminino

Com as eleições 2026, pela primeira vez Rondônia poderá emplacar uma ou até duas senadoras. O segmento comparece ao pleito de outubro com duas candidaturas competitivas, as das deputadas federais Silvia Cristina (PP-Ji-Paraná) e da ex-deputada federal Xxxxxxx Xxxxxxxx (União Brasil-Porto Velho). Ambas postulantes fazendo dobradinhas com o governadoravel Hildon Chaves através da Federação União Brasil com os Progressistas. A única senadora eleita até agora em Rondônia foi a petista Fatima Cleide, na primeira onda Lula que tomou conta do estado em décadas passadas. Neste pleito, Fatima disputa uma cadeira a Assembleia Legislativa.

Em 2026, o fundo eleitoral soma os mesmos R$ 4.961,52 bilhões das eleições de 2022, mas a divisão mudou – e muito.

Os últimos quatro anos levaram o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, da sétima à primeira posição no ranking dos partidos que mais recebem. Este ano, serão R$ 881,7 milhões, o equivalente a 17,77% do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Quase R$ 1 em cada R$ 5 do fundo irão para o Partido Liberal.

Em segundo lugar vem o PT, do presidente Lula, com R$ 615,4 milhões.

Pouca mobilização

Sem grandes mobilizações e com a ausências de lideranças históricas na campanha, casos de Valdir Raupp, Marinha Raupp, Amir Lando e Tomás Correia, não se vê a candidatura do professor universitário Pedro Abib (Porto Velho) prosperando nas sondagens eleitorais. Isto tem gerado especulações, como não seria uma candidatura para valer e que seu nome está lançado para tentar alguma composição com algum candidato de ponteira. Se as especulações terão algum fundamento só será possível avaliar durante as convenções partidárias durante a homologação dos governadoráveis para o pleito de outubro. Estas especulações não deixam Abib criar asas.

Sem nominatas

Desunido, com nominatas sofríveis para a disputa das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa e das oito cadeiras a Câmara dos Deputados, o MDB comparece a campanha 2026 com alguma estrutura herdada de gestões históricas, como as de Jeronimo Santana, Valdir Raupp e Confúcio Moura. Mas nesta jornada foi objeto de uma grande debandada de liderança, perdendo deputados estaduais e federais que migraram para outras legendas de orientação mais à direita. A legenda vem ainda com apostas equivocadas nas alianças para outros cargos eletivos.

Via Direta

***O ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria, o candidato chapa branca ao governo de Rondônia é o único postulante de ponteira com a composição mais fraca ao Senado. Enquanto Hildon Chaves conta com Silvia Cristina e Mariana Carvalho, Fúria só tem Luís Fernando, um nome considerado inexpressivo eleitoralmente ***Já a chapa de Marcos Rogério é puro-sangue bolsonarista ao governo e ao Senado conta com o deputado federal Fernando Máximo e Bruno Scheidt. O vice de Rogério é o Delegado Camargo, da extrema direita. *** E temos grande expectativa para as convenções partidárias que começam no próximo dia 20.

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