O motivo da Transamazônica não ser asfaltada

Publicado em: 23/02/2026 22:10
A BR-230, também conhecida como Transamazônica, virou assunto nas redes sociais devido a uma expedição feita por influencers. Ela é chefiada pelo engenheiro mecânico e preparador Ricardo Freitas, conhecido como Ricardinho ACF, que está ao volante de uma Triton Savana fornecida pela própria Mitsubishi.
A jornada é transmita ao vivo no canal ACF e, com isso, muitos brasileiros descobriram como realmente é a rodovia Transamazônica. Eles também percorreram a BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO).
Apesar da expedição usar picapes 4×4 e um UTV, o dia a dia da Transamazônica é similar ao das rodovias comuns: muitos caminhões, ônibus, carros pequenos e motos rodam por lá para levar cargas e pessoas. A falta de asfalto dificulta tudo e torna as viagens mais difíceis.
O motivo da Transamazônica não ser asfaltada
A rodovia Transamazônica começa em Cabedelo na Paraíba e termina em Lábrea, no Amazonas. Em seus 4.260 km de extensão, uma parte considerável é asfaltada, porém estamos falando da parte que corta o Nordeste.
No estado do Pará ela começa a cortar a floresta amazônica e perde o pavimento. O motivo disso está nas próprias características do solo da região: ele é instável e com grandes áreas de alagamento.
Existe também o clima local, onde as chuvas são constantes no período entre dezembro e maio. Fora dessa época o solo fica mais seco e o tráfego é menos complicado.
O mesmo vale para a BR-319. O Ministro da Infraestrutura do governo de Jair Bolsonaro, Tarcísio Gomes, chegou a anunciar o asfaltamento de trechos dessa rodovia em 2020. Porém o serviço ainda não foi feito e ainda é alvo de discussões sobre a viabilidade.

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