Objeto preso no reto leva jovem à internação e médicos alertam para riscos de práticas sexuais inseguras

Publicado em: 26/01/2026 11:48
Objeto preso no reto leva jovem à internação e médicos alertam para riscos de práticas sexuais inseguras
Foto: Divulgação

Casos se multiplicam nos hospitais e especialistas reforçam: curiosidade sexual exige informação, segurança e limites.

Um jovem de 19 anos precisou ser internado após um desodorante ficar preso em seu reto durante uma prática sexual. O caso foi divulgado por um médico nas redes sociais como forma de alerta sobre os riscos do uso de objetos inadequados na exploração da sexualidade, especialmente da região anal.

 

De acordo com o cirurgião coloproctologista Daniel Brosco, responsável pelo atendimento, o paciente relatou que introduziu o desodorante no ânus durante uma “brincadeira” íntima. No entanto, o objeto acabou sendo sugado para dentro do reto e não pôde ser removido em casa, exigindo intervenção hospitalar.

 

Segundo o especialista, a fantasia ou o desejo de explorar o prazer anal não são o problema. O risco está no uso de objetos que não foram desenvolvidos para esse fim. “Imagine se o conteúdo do produto vaza ou se o objeto sobe a ponto de exigir cirurgia para retirada. Já atendi pacientes que evoluíram para infecções graves e até óbito”, alertou o médico.

 

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A região anal é considerada uma importante zona erógena por concentrar muitas terminações nervosas. Especialistas esclarecem que o sexo anal, quando praticado corretamente, não causa problemas como hemorroidas. O perigo surge quando não há informação ou quando se utilizam itens improvisados.

 

O médico relata que episódios como esse têm se tornado cada vez mais frequentes. Nos últimos meses, ele afirma ter atendido casos envolvendo objetos variados, como batatas, partes de cadeiras, garrafas de vidro e até plugs anais que ficaram presos.

 

O aprisionamento ocorre, principalmente, por causa dos movimentos peristálticos do intestino contrações involuntárias que ajudam no funcionamento do órgão ou pelo efeito de sucção criado no reto. Uma vez “puxado”, o objeto pode ficar preso rapidamente, tornando a retirada doméstica impossível.

 

Diante desse tipo de situação, os especialistas são enfáticos: é fundamental procurar atendimento médico imediato. Tentativas caseiras, como o uso de laxantes, são perigosas, pois podem intensificar as contrações intestinais e agravar o quadro.

 

Paciente ficou com desodorante preso no reto — Foto: Arquivo Pessoal

Paciente ficou com desodorante preso no reto

(Foto: Arquivo Pessoal)

 

Para quem deseja explorar a região anal com segurança, os médicos recomendam o uso exclusivo de sex toys apropriados. Esses produtos são desenvolvidos com formatos anatômicos e materiais seguros, reduzindo o risco de lesões internas.

 

É essencial que o acessório tenha base alargada ou sistema de segurança, impedindo que ele seja completamente sugado pelo reto. Modelos com alça ou cordão facilitam a retirada em casos de sucção involuntária.

 

Segundo Brosco, muitas pessoas recorrem a objetos improvisados por vergonha de procurar uma sex shop ou adquirir produtos específicos. “Isso é extremamente perigoso. Uma perfuração pode espalhar fezes na cavidade abdominal e causar uma infecção grave, potencialmente fatal”, destacou.

 

Os médicos também fazem um alerta sobre o uso prolongado de plugs anais. Embora o uso ocasional seja considerado seguro, a prática de utilizá-los por longos períodos como forma de “dilatação” é contraindicada. O esfíncter anal é responsável pela continência fecal, e o enfraquecimento dessa musculatura pode levar à incontinência, dificultando o controle das fezes.

 

Outro ponto fundamental para a prática segura é a lubrificação. Como a região anal não possui lubrificação natural, o uso de lubrificantes é indispensável para reduzir atrito, evitar dor, prevenir lesões e diminuir o risco de infecções.

 

Quanto à higiene antes da relação, prática conhecida como “chuca”, os especialistas orientam cautela. A limpeza não é obrigatória e, quando feita, deve utilizar pouca água, sem pressão e sem introdução de objetos, como duchas, garrafas ou itens pontiagudos, que representam alto risco.

 

 

Além disso, a lavagem frequente pode prejudicar a flora intestinal, composta por microrganismos importantes para a saúde do intestino. Informação, responsabilidade e cuidado são apontados pelos médicos como os principais aliados para uma vida sexual segura.

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