Os Expeditos concorrem com dois postulantes ao Palácio Rio Madeira.

Publicado em: 16/01/2026 13:25

Era impensável

 

O que era tido como impensável quando foi especulado há uma semana, se tornou realidade. O ex-deputado federal Expedito Neto, deixou o PSD ingressou no PT e se tornou pré-candidato a governador do lulapetismo, com a adesão do PC do B e do Partido Verde. Neto está sob suspeita de praticar jogo duplo com seu pai Expedito Painho que patrocina a candidatura ao governo estadual do prefeito Adailton Fúria (PSD) que é bolsonarista suave, de centro-direita. Com um pé na esquerda e outro na direita, o clã dos Expeditos está desgastando mesmo é a candidatura de Adailton Fúria.

Pacto firmado?

 

Acredita-se que a corrida sucessória estadual em Rondônia abre com um pacto entre Expedito Neto, candidato do PT/PC do B e PV com o postulante do PSD, Adailton Fúria. No acordo, ficaria estabelecido de que quem estiver melhor ou fosse para o segundo turno, teria apoio do outro. A grande verdade é que os expeditos concorrem com dois postulantes ao Palácio Rio Madeira. O tempo vai dizer se a estratégia adotada ganha perna ou é mais um plano cebolinha na aldeia. Lembrando que entre suas jogadas, Expedito foi o criador de Ivo Cassol e Hildon Chaves. Foi o pai dos dois. Que honra para ambos!

Vamos recorrer!

Em vista da ineficiência da classe política de Rondônia – de vereadores, prefeitos, deputados, senadores e governador – vamos acabar recorrendo as bancadas federais do Acre e do Amazonas, cujos estados também estão sendo impactados com o pedagiamento em Rondônia, para entrarem na luta contra a cobrança do pedágio escabroso na rodovia 364, encarecendo o custo de vida em toda a região do Norte. É um absurdo cobrar pedágio com menos de 20 por cento das obras de restauração e duplicação da rodovia. A bancada federal de Rondônia cochilou e facilitou as coisas. Protestos aumentam na região. Será que os políticos receberam propinas? Será que vamos recorrer ao Trump?

É preciso renovar

 

Não só pelo fracasso na bandeira contra o pedagiamento que a classe política de Rondônia precisa ser renovada. Vejam casos como a cobrança escorchante das atuais tarifas aéreas, a suspensão de voos, a situação crítica dos rondonienses perante a falta de opções de voos para outros estados. As empresas aéreas pintam e bordam e nada acontece. É de se perguntar que espécie de políticos estamos elegendo neste estado nos últimos anos? A bandidagem tomou conta de Rondônia, o crime organizado, as rachadinhas dos políticos, as emendas parlamentares rachadas com empresas e prefeitos. A afeição dos prefeitos pelos contratos milionários de coleta de lixo. Enquanto isto as fezes pululando pelas ruas e avenidas até mesmo da capital.

Dentadas e patadas

 

O atual governador Marcos Rocha (União Brasil) entra no seu último ano de gestão e é preciso reconhecer seus esforços como bom administrador em algumas áreas de atuação, sobretudo na economia, embora com percalços na saúde e segurança pública. Nestes quase quatro anos de mandato enfrentou a oposição da maior parte da bancada federal de Rondônia no Congresso Nacional. Algumas lideranças com cadeiras na Câmara Federal e no Senado chegaram a trata-lo como inimigo obstaculizando suas articulações na esplanada dos ministérios na liberação de recursos. Que o próximo governador tenha mais apoio. Lembrando que os principais adversários do atual governador são lideranças bolsonaristas de extrema direita.

Via Direta

 

*** Boa parte dos prefeitos bem avaliados na região Norte vão disputar os governos estaduais. São os casos de Rio Branco Tião Bocalon (Acre), de Manaus David Almeida (Amazonas), Ananindeua (Pará) e Adailton Fúria (Rondônia) *** Com o inverno amazônico ganhando força com suas tempestades a incidência de doenças respiratórias aumentou e as farmácias reforçando os caixas. É o caso de Porto Velho também alvo de muitos casos de dengue ***Um segmento que entrou em disputas acirradas em Rondônia é o de Óticas. Na capital rondoniense só na Av. Calama tem meia dúzia delas. É coisa de louco, parece briga das redes de farmácias.

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