Os produtos brasileiros que ficarão de fora do tarifaço de Trump

Publicado em: 03/06/2026 09:30
Tarifaço
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Daniel Torok/Casa Branca

A lista de produtos brasileiros que podem ficar fora do novo tarifaço de Donald Trump tem quase 1.700 itens. Entre os produtos isentos aparecem café, suco de laranja, cortes de carne bovina, frutas, medicamentos, itens químicos e componentes para aviação civil.

A proposta do governo Donald Trump prevê uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros após investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos. A tarifa ainda não está em vigor. O relatório final deve ser divulgado até 15 de julho, e a decisão sobre aplicar ou não a medida caberá ao presidente estadunidense.

Segundo o governo dos Estados Unidos, ficaram fora da lista de sobretaxa itens que poderiam provocar escassez no mercado interno, produtos considerados necessários para a economia e mercadorias que não podem ser cultivadas em território estadunidense. A relação inclui frutas como banana, abacaxi, manga, coco e goiaba, além de castanha-do-pará, castanha-de-caju, mandioca e tomate.

Na pauta de alimentos, também aparecem como isentos café torrado e descafeinado, extratos e concentrados de café, chá, especiarias e mate. No caso das carnes, a lista inclui cortes bovinos frescos, congelados ou resfriados, com ou sem osso, além de miúdos, carne seca e defumada.

Ilustrativa
Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Senado

A relação também contempla minérios, petróleo bruto, gás natural, carvão, medicamentos com antibióticos, vitaminas e vacinas. Na aviação civil, entram desde tubos de plástico e juntas de borracha até motores de turbina, sistemas de radar, assentos específicos e outros componentes aeronáuticos.

O ministro da Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou que, se efetivadas, as tarifas atingirão 21% das exportações brasileiras aos Estados Unidos. Segundo o economista Sergio Vale, da MB Associados, os principais setores afetados devem ser máquinas e equipamentos, madeira e manufaturados, além de produtos elétricos, como transformadores.

A ofensiva comercial ocorre em meio à pressão do governo Trump sobre o Brasil, que também inclui críticas ao Pix, a decisões judiciais brasileiras, ao combate à pirataria, à propriedade intelectual e a temas ambientais. O próximo passo será a abertura de consulta para que o setor privado se manifeste antes da conclusão do relatório definitivo.

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