Pastor adúltero aciona Justiça para voltar a pregar, mas recebe um NÃO
Em Cuiabá, parece que a linha entre o sagrado e o profano ficou um tanto embaçada. O pastor Davi Joaquim de Lima, da Igreja Batista Getsemani, decidiu levar para o tribunal uma briga que, até então, era entre ele, a liderança e sua esposa.
Após confessar que ‘fez amor’ com a esposa de um colega de ministério, o pastor tentou convencer a Justiça de que décadas de serviços prestados deveriam anular os seis meses de gancho impostos pela igreja. O argumento? Uma conveniente “fraqueza espiritual”.
Mas a juíza Sinii Savana Bosse Saboia Ribeiro não se comoveu com a retórica do “foi sem querer”. Em decisão publicada hoje (24/04/2026), ela lembrou o básico: a igreja tem o direito de exigir que seus líderes sigam as regras que eles mesmos pregam.
Pelo visto, no Judiciário de Mato Grosso, a “fraqueza espiritual” até pode ser perdoada no altar, mas no processo civil ela não serve de salvo-conduto.
Texto: Nilton Cesar Santana
Fonte: Alexandra Lopes. Folha Max
