PCC NA MIRA DOS EUA: GOVERNO LULA DEMONSTRA PREOCUPAÇÃO, MAS EVITA COMBATE DIRETO
Publicado em: 02/07/2026 10:50
Ministério da Justiça manifestou preocupação com efeitos das sanções americanas e defendeu que o Brasil possui instrumentos próprios para enfrentar as facções criminosas
Brasília, 1º de julho de 2026. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira sanções contra dois cidadãos brasileiros e três empresas por supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital, PCC.
A medida inclui Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como elo entre o PCC na Flórida e o tráfico internacional de drogas, e sua secretária Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, além de empresas ligadas a eles. A ação reforça a pressão internacional contra a facção.
O governo Lula, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, via Senajus, reagiu com um tom cauteloso. Em nota, o ministério expressou preocupação com os efeitos colaterais da decisão, especialmente o risco de sanções secundárias sobre instituições financeiras brasileiras.
O ministro Wellington César Lima e Silva destacou que a medida tem validade apenas em território americano e defendeu que o Brasil possui instrumentos próprios, como a recente lei antifacções, para combater o crime organizado.
A reação do Planalto foi vista por analistas como excessivamente branda. Enquanto os EUA classificam o PCC como organização terrorista e avançam em ações concretas, o governo brasileiro optou por enfatizar a soberania nacional e a continuidade da cooperação internacional, sem endossar ou criticar diretamente as sanções.
Críticos apontam que a postura revela hesitação em confrontar com firmeza as facções que desafiam o Estado brasileiro.
A sanção americana é mais um desdobramento da recente designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos EUA.
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Fotos: Agência Brasil / White House