Porto Velho, Ji – Paraná e Cacoal O bairrismo está imperando nas eleições estaduais, pelo menos até agora

Publicado em: 06/07/2026 10:55

Petistas animados

Os pacotes de bondades de Lula, os rachas bolsonaristas, os crescimentos nas pesquisas do atual presidente estão animando os petistas rondonienses com relação as eleições de outubro. Nas contas petistas Lula deve emplacar pelo menos 35 por cento dos votos no estado e se transferir uns 20 por cento para o candidato do seu partido, Expedito Neto emplaca vaga no segundo turno tirando das paradas os ex-prefeitos Hildon Chaves, de Porto Velho e Adailton Fúria de Cacoal, protagonistas da atual campanha, com o líder das pesquisas Marcos Rogério na atual jornada.

Governador minhoca

Temos grandes chances de eleger um governador minhoca, nascido em Rondônia, nas eleições de outubro deste ano. Afinal são três dos quatro principais candidatos ao Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual, nascidos no estado, casos de Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná), Adailton Fúria (PSD-Cacoal) e Expedito Neto (PT-Porto Velho). Pela primeira vez teremos tantos postulantes ao governo estadual nascidos no estado. Até agora a maioria dos mandatários eleitos eram procedentes de outros estados, migrantes que vieram desbravar a terrinha desde os idos do território.

Os migrantes

Desde a primeira eleição a governador em Rondônia, em 1986, predominaram os governadores migrantes de outros estados. O primeiro foi Jeronimo Santana (com base em Porto Velho), natural e Goiás. O segundo, um rondoniense, Oswaldo Piana Filho (Porto Velho). O terceiro, um catarinenses, Waldir Raupp de Matos com domicilio eleitoral em Rolim de Moura. Em seguida tivemos José Bianco (Ji-Paraná) procedente do Paraná. Seu sucessor, eleito e reeleito foi Ivo Cassol (Rolim de Moura), tendo como sucessor Confúcio Moura (Ariquemes), oriundo de Goiás, também eleito e reeleito. E aí chegamos ao coronel Marcos Rocha eleito e reeleito (Porto Velho), natural do Rio de Janeiro.

Até agosto

A partir do dia 20, conforme o calendário eleitoral vigente, teremos as convenções partidárias em Rondônia para a homologação e registro das candidaturas em todos os níveis. Aparentemente os eventos serão sem surpresas, com os candidatos definidos: o senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná), ex-prefeito Hildon Chaves (Porto Velho- Federação União Brasil/Partido Progressista), ex-prefeito Adailton Fúria (PSD-Cacoal), Expedito Neto (PT-Porto Velho), Samuel Costa (PSB-Porto Velho), Luís Carlos Teodoro (PSOL-Porto Velho) e Pedro Abib (MDB-Porto Velho).

O bairrismo

O bairrismo está imperando nas eleições estaduais, pelo menos até agora. O senador Marcos Rogério (PL) liderando em Ji-Paraná e região, o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) ponteando na região do café e zona da mata e o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (Federação) na frente na capital. Fazendo as contas, o maior eleitorado do estado está em Porto Velho, o segundo maior em Ji-Paraná e o quarto em Cacoal. Uma região decisiva nesta eleição, a de Ariquemes que polariza o Vale do Jamari, neste momento da campanha está prevalecendo Marcos Rogerio na cabeça. O vice de Rogério é de lá também, o delegado Camargo, de extrema direita.

A liderança geral

Com a liderança firmada em Ji-Paraná e região central, mais a ponteira no Vale do Jamari, resulta Marcos Rogério na liderança geral no estado nesta campanha. Estas duas regiões juntas somam uma população bem superior à de Porto Velho (base de Chaves) e pelo menos o dobro da população da Região do Café e Zona da Mata (base de Fúria). Com isto, o senador bolsonarista deve chegar as eleições de outubro em primeiro lugar, conquistando uma vaga com boa vantagem ao num previsível segundo turno, resultado estimado em vista da fragmentação dos votos em sete postulações ao Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual.

Via Direta

*** O lulapetismo festeja o racha do bolsonarismo, envolto em guerras familiares. Já não se sabe quem será o  presidenciável do segmento conservador, se o senador Flávio Bolsonaro, ou a ex-primeira dama Michele Bolsonaro *** Para ajustar a atual administração estadual, o governador Marcos Rocha (PSD) promoveu algumas demissões no governo de Rondônia *** A oposição afirma que não seriam necessárias as demissões se dezenas de contratados ligados ao candidato chapa branca Adailton Fúria não tivessem sido incorporados a máquina estadual nas últimas semanas. Será?

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