PT de Rondônia importa candidato, ignora discurso e joga para sobreviver nas eleições

Filiação de Expedito Netto expõe fragilidade do partido no estado, enquanto alianças contraditórias e apoio indireto ao governo Marcos Rocha levantam questionamentos
O Partido dos Trabalhadores de Rondônia, ao que tudo indica, segue perdido no tabuleiro político estadual. Sem um nome competitivo para disputar o Governo, a sigla resolveu abrir as portas para ninguém menos que Expedito Netto — um ex-crítico ferrenho da esquerda que agora tenta se reinventar como petista “desde o berço”.
A filiação de Netto, que votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff, escancara a fragilidade política do PT no estado. Falta base, falta liderança e, sobretudo, falta coerência. O partido que já teve protagonismo nacional hoje, em Rondônia, parece sobreviver à sombra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apostando mais na retórica do que em construção política local.
Enquanto isso, o discurso ideológico não resiste à prática. A única deputada estadual do partido, Cláudia de Jesus, integra a base de apoio ao governador Marcos Rocha — eleito e reeleito embalado pela onda bolsonarista. Nos bastidores, a presença de aliados em cargos do governo levanta questionamentos sobre a real postura de oposição do partido.
No fim das contas, o cenário aponta para uma estratégia já conhecida: disputar eleições de olho no fundo eleitoral e compor alianças pragmáticas. Para o Senado, o apoio deve caminhar para nomes como Confúcio Moura, do MDB, e Acir Gurgacz, do PDT.
Resumo da ópera: em Rondônia, o PT parece mais preocupado em se manter no jogo do que, de fato, liderar uma alternativa política consistente.
Fonte:www.ouropretoonline.com
