QUEBRA-MOLAS VIRA ARMADILHA E JÁ DEIXA SEIS VÍTIMAS EM OURO PRETO DO OESTE

Publicado em: 08/09/2026 14:03

QUEBRA-MOLAS VIRA ARMADILHA E JÁ DEIXA SEIS VÍTIMAS EM OURO PRETO DO OESTE

Redutor de velocidade na Avenida Capitão Sílvio Gonçalves de Farias, próximo à Escola Adventista, é apontado como responsável por sucessivos acidentes; falta de iluminação agrava o risco para motoristas e motociclistas

Um quebra-molas instalado na Avenida Capitão Sílvio Gonçalves de Farias, no bairro Jardim Bandeirantes, em Ouro Preto do Oeste, nas proximidades da Escola Adventista, vem se transformando em motivo de preocupação para moradores e condutores que trafegam pelo local.

Segundo relatos, pelo menos seis acidentes graves envolvendo principalmente motociclistas já foram registrados nas imediações do redutor de velocidade. Além dos ferimentos e possíveis sequelas, as ocorrências também vêm provocando prejuízos materiais às vítimas.

A situação se torna ainda mais preocupante durante a noite. A precária iluminação pública no trecho deixa a visibilidade praticamente nula, dificultando a identificação do quebra-molas por quem trafega pela avenida. Para os motociclistas, o risco é ainda maior, já que uma aproximação inesperada do obstáculo pode provocar a perda de controle do veículo.

MAIS UMA VÍTIMA

A mais recente vítima desse problema foi o micro empreendedor Ruben Paulo de Sousa, conhecido popularmente como Mano, proprietário de uma sapataria localizada na Avenida Duque de Caxias e que também trabalha com entregas de bebidas pelo sistema delivery.

Na noite do último sábado, 5 de setembro, por volta das 23h30, Mano seguia para realizar sua última entrega da noite, no Loteamento Colina Park, quando passou pelo mencionado quebra-molas.

Devido à escuridão no local, ele acabou perdendo o controle da motocicleta e sofreu uma grave queda.

Mano foi socorrido por uma equipe do SAMU e encaminhado ao Hospital Municipal. Em razão da gravidade dos ferimentos, posteriormente foi transferido para uma unidade de saúde pública em Ji-Paraná, onde permanece aguardando uma vaga hospitalar para ser submetido a cirurgia.

O acidente provocou uma fratura na região da pelve (bacia/quadril), lesão que exige tratamento especializado e longo período de recuperação.

FAMÍLIA JÁ SE MOBILIZA PARA CONSEGUIR CIRURGIA

Diante da dificuldade para conseguir uma vaga na rede pública e da necessidade de realização do procedimento cirúrgico, familiares e amigos já estariam se mobilizando para organizar uma vaquinha, com o objetivo de arrecadar recursos para que a cirurgia possa ser realizada em um hospital particular.

Conforme informações repassadas pela família, o procedimento poderá representar um custo estimado entre R$ 40 mil e R$ 100 mil, dependendo do hospital, da equipe médica e da complexidade da cirurgia.

Além do sofrimento causado pelo acidente, existe ainda outro problema: o período de recuperação poderá ser de pelo menos seis meses, período em que Mano poderá ficar impossibilitado de exercer suas atividades profissionais.

REDUTOR DE VELOCIDADE PRECISA SER REVISTO

Diante da sequência de acidentes, fica o alerta para a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra) e para os demais órgãos responsáveis pelo trânsito no município.

É necessário verificar se o quebra-molas foi realmente construído dentro das especificações técnicas e legais exigidas para esse tipo de dispositivo, incluindo dimensões, sinalização e condições adequadas de visibilidade para os condutores.

Mais do que simplesmente instalar um redutor de velocidade, é fundamental garantir que o dispositivo seja devidamente sinalizado e ofereça segurança aos usuários da via.

A situação também exige uma providência urgente em relação à iluminação pública. Não é razoável que um obstáculo instalado em uma avenida movimentada fique praticamente invisível durante a noite, colocando em risco a vida de quem passa pelo local.

ATÉ QUANDO?

Seis acidentes graves já seriam motivo suficiente para que o poder público faça uma vistoria imediata no local.

O objetivo de um quebra-molas é reduzir a velocidade e preservar vidas, e não se transformar em uma armadilha para motociclistas e motoristas.

Enquanto a Prefeitura, por meio da Seminfra, não adotar providências, fica a pergunta: quantas pessoas ainda precisarão se acidentar para que o problema seja finalmente corrigido?

A população espera uma resposta e, principalmente, uma solução antes que uma nova vítima seja registrada naquele trecho da Avenida Capitão Sílvio Gonçalves de Farias.

Fonte:www.ouropretoonline.com

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