Vice de Samuel diz que PM de Rondônia está “doente e velha”, rejeita ser de esquerda e critica extrema direita
O candidato a vice-governador de Rondônia Sargento Machado (PSB), que integra a chapa de Samuel Costa (PSB), afirmou que a Polícia Militar do Estado está “doente” e “velha”, rejeitou ser identificado como político de esquerda e, ao mesmo tempo, fez críticas diretas à extrema direita. As declarações foram dadas durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira.
Policial militar de carreira, Machado fez um diagnóstico duro da corporação ao reclamar da falta de efetivo e do longo intervalo sem concursos públicos. “A Polícia Militar tá doente, tá velha. Hoje você não vê policial militar com menos de 35 anos”, afirmou. Segundo o candidato, Rondônia ficou praticamente 12 anos sem realizar concurso para recomposição dos quadros da PM, cenário que, na avaliação dele, reduz a capacidade operacional da instituição.
“A Polícia Militar tá doente, tá velha. Hoje você não vê policial militar com menos de 35 anos.”
“Doze anos, praticamente doze anos sem concurso. Eu não sei como pode uma Polícia Militar passar praticamente doze anos sem concurso.”
A posição política de Machado também foi colocada em discussão por ele disputar a eleição pelo PSB, partido historicamente situado no campo da esquerda. O candidato, porém, recusou o enquadramento. “Eu não me rotulo de nada, irmão. De esquerda, de direita, de centro. Eu não gosto de rótulos. Eu detesto rótulos”, declarou. Machado afirmou se considerar “nacionalista” e disse não enxergar a corrupção como problema exclusivo de um dos lados da polarização política.
“Eu não me rotulo de nada, irmão. De esquerda, de direita, de centro. Eu não gosto de rótulos. Eu detesto rótulos.”
“Eu me considero nacionalista. Quero o bem de Rondônia, quero o bem do Brasil.”
Apesar de rejeitar a classificação de esquerda, Machado não evitou confronto ideológico. Ao falar sobre povos indígenas e reservas, responsabilizou especialmente a extrema direita por pressões sobre esses grupos. “Continuam tentando acabar, principalmente a extrema direita, acabar com os indígenas, com os povos originários, com as reservas, com tudo”, disse. Na sequência, sustentou que a direita governou o Brasil durante a maior parte de sua história e que governos efetivamente de esquerda foram exceção.
Ao longo da entrevista, Machado também falou sobre sua entrada na chapa de Samuel Costa, relatou o que classificou como retaliação dentro da Polícia Militar, defendeu a realização de novos concursos para as forças de segurança, criticou o modelo de locação de viaturas e disse que, em um eventual governo do PSB, teria participação direta na montagem da cúpula da Segurança Pública.
Assista à entrevista na íntegra:
